Rede municipal recebe formação sobre educação antirracista e história afro-brasileira
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EDUCAçãO
19 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura

Rede municipal recebe formação sobre educação antirracista e história afro-brasileira

Andrey Moral
19 fev 2026 — 16:34
Foto: CCS
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Foto: CCS

A Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou a aula inaugural do curso de Formação Histórico-Social e Questão Étnico-Racial no Brasil I, voltado a professores e gestores da rede municipal de ensino. A abertura ocorreu no Centro de Formação Educacional Professor Antônio Carlos de Mendes Thame, reunindo cerca de 300 profissionais nos períodos da manhã e da tarde, desta quinta-feira (19).

A secretária municipal de Educação, Juliana Vicentin, que participou da aula inaugural, ressaltou que a promoção da diversidade e da igualdade étnico-racial, especialmente no ambiente escolar, integra as diretrizes da gestão do prefeito Helinho Zanatta.

Segundo ela, investir na formação continuada é fundamental para transformar a prática pedagógica cotidiana. “É a formação que fortalece o nosso trabalho e amplia o olhar dos educadores. Professores e diretores se tornam multiplicadores de conhecimento e de estratégias dentro das escolas, contribuindo para romper barreiras e enfrentar situações de violência e racismo ainda presentes no dia a dia”, destacou.

Com carga horária de 60 horas e término previsto para novembro, o curso terá encontros quinzenais, divididos entre atividades teóricas e práticas, sob condução da doutora em História Social, Marilda Soares.

A formação abordará temas como educação étnico-racial, pedagogia antirracista e letramento racial, além de conteúdos sobre a história da África e das populações africanas e afrodescendentes no Brasil. Também estarão em pauta a história e cultura afro-brasileira e indígena, conforme determinam as Leis 10.639/03 e 11.645/08, bem como a produção da memória e a construção dos espaços na cidade, analisando a presença da população negra na formação histórico-social do país.

Segundo Marilda, a iniciativa é fundamental não apenas do ponto de vista pedagógico, mas também legal. “Está na LDB, no artigo 26-A, que determina a abordagem da educação étnico-racial em todos os níveis de ensino. Ainda assim, essa prática não ocorre de forma efetiva em todo o país”, afirma. Ela ressalta que muitos professores não recebem formação específica sobre o tema no ensino superior, o que reforça a importância de iniciativas como essa.

A docente também destaca que, em julho de 2024, o município aderiu à Política Nacional de Educação Étnico-Racial (PNERC), voltada à promoção da equidade e à educação escolar quilombola. De acordo com ela, o curso dá continuidade a um trabalho já iniciado anteriormente e amplia o acesso à formação para profissionais que ainda não haviam participado das capacitações.

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