A gripe aviária já provocou a morte de 201 milhões de aves em granjas comerciais dos Estados Unidos desde o reaparecimento do vírus, em fevereiro de 2022. Considerado um dos surtos mais devastadores da história do país, o avanço da doença segue impactando fortemente a indústria avícola.
O último grande episódio havia ocorrido em 2015, quando cerca de 50 milhões de aves foram perdidas. Desde então, produtores reforçaram protocolos sanitários, mas o vírus voltou a se espalhar, atingindo tanto aves domésticas quanto silvestres.
Além das perdas nos plantéis, o surto pressiona a economia. A redução na oferta elevou os preços de ovos e carne de frango, refletindo diretamente no bolso do consumidor. Para conter a disseminação, autoridades sanitárias recomendam o abate de aves infectadas, restrições no transporte e reforço nas medidas de biossegurança.
Também estão em andamento estudos para o desenvolvimento de vacinas que possam oferecer proteção mais duradoura ao setor. Especialistas apontam que a imunização em larga escala pode ser estratégica para evitar novas ondas da doença.
No Brasil, inclusive em regiões com forte produção avícola como Piracicaba, o cenário é acompanhado com atenção. Produtores intensificam monitoramento e prevenção para evitar a entrada do vírus no país e proteger a cadeia produtiva.
Analistas alertam que, enquanto o surto persistir, a tendência é de manutenção dos preços elevados. O controle eficaz da doença e a adoção de novas tecnologias serão decisivos para garantir a estabilidade e a sustentabilidade da avicultura nos próximos anos.










