Caminhoneiros adiam greve, mas mantêm ameaça de paralisação para 26 de março
Lideranças de caminhoneiros decidiram não deflagrar greve nacional na assembleia do dia 19 de março, no Porto de Santos. A categoria avalia nova paralisação para o dia 26, após reunião com o governo federal sobre o aumento de mais de 20% no diesel em três semanas.
O preço do diesel subiu por causa da alta no barril de petróleo após conflitos no Oriente Médio. O presidente Lula editou a MP 1.343/2026, que endurece a fiscalização sobre o piso do frete — medida que colaborou para adiar a greve e dar "voto de confiança" ao governo.
Negociação com o governo
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que o governo negocia "de maneira muito insistente e respeitosa" com a categoria há dias. "Uma paralisação neste momento não ajudaria a impedir o problema", disse Boulos em participação no programa Alô Alô Brasil, de José Luiz Datena, no dia 20 de março. Encontro com caminhoneiros está marcado para 25 de março.
Pressão sobre estados
Boulos atribuiu o aumento do diesel à especulação das distribuidoras Ipiranga, Raíssa e Fibra. "Aqui vamos dar nome aos bois: são as três grandes distribuidoras que foram especular em cima da desgraça do povo", afirmou. O governo negocia com governadores a redução do ICMS, mas Tarcísio de Freitas (SP), Cláudio Castro (RJ) e Romeu Zema (MG) se recusam a zerar o imposto estadual. Segundo o ministro, a Petrobras reajustou o preço, mas a redução do Pis e Cofins compensou o aumento — ficando "no zero a zero".
Com informações de Agência Brasil.
