sexta-feira, março 20
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Um programa que acompanha 200 propriedades em 10 estados mostrou que a mortalidade de bezerras pode cair de 10% para menos de 3% com investimentos em estrutura e manejo básico. O projeto Alta Cria, iniciado em 2017, reúne profissionais, universidades e institutos de pesquisa com forte atuação em Minas Gerais.

As perdas históricas giravam em torno de 10% nas fazendas leiteiras. As causas principais são doenças no umbigo e diarreia nos primeiros dias de vida, problemas respiratórios até os 90 dias e a tristeza parasitária transmitida pelo carrapato a partir dos três meses.

O que mostram os casos em Minas Gerais

Em Coromandel, os irmãos Fernando e Henrique Silva investiram R$ 550 mil em um sistema de criação com 96 casinhas individuais que substituíram o modelo de sombreamento a campo. O protocolo passou a incluir cura do umbigo com iodo, pesagem e fornecimento de colostro em até duas horas após o nascimento. "Morria quase tudo", relatam os produtores. A produtividade saltou de 17 para 43 litros de leite por vaca por dia.

Em Carmo do Paranaíba, o produtor Eldes Braga reduziu a mortalidade para 1,7% — seis bezerras por ano em um rebanho com 350 nascimentos. "De três que nascia, duas morria", lembra. A mudança veio com foco na vaca gestante: galpão exclusivo com sistema de resfriamento e alimentação específica com proteínas e nutrientes.

O que muda para o produtor

O zootecnista Rafael Azevedo, coordenador do projeto, afirma que "o ideal é não passar de 3% de mortalidade". Produtores já trabalham com índices de 2% ou até 1%. As novilhas passaram a parir mais pesadas, com média de 670 kg, o que contribui para maior produção de leite na fase de lactação.

Desde 2024, os pesquisadores iniciaram levantamento semelhante voltado para fazendas de gado de corte. O bom manejo das bezerras garante a reposição do rebanho e a substituição de animais menos produtivos, o que sustenta a rentabilidade no longo prazo.

Com informações de G1 Economia.

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