Governo fiscaliza 1,1 mil postos de combustível e aplica 36 multas por aumento abusivo
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fiscalizou 1.180 postos e distribuidoras de combustíveis em 25 estados desde 9 de março de 2026 e aplicou 36 multas por aumento abusivo de preços. As fiscalizações apuram se distribuidoras elevaram margens de lucro após o reajuste da Petrobras e a tensão no Oriente Médio. Em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, fiscais verificaram notas fiscais de oito operadoras no dia 20 de março.
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro e provocou choque global no preço do petróleo. O Irã ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção mundial. A tensão pressiona a cotação internacional do barril, o Irã chegou a prever petróleo a US$ 200. A Petrobras reajustou o preço do diesel em R$ 0,38 no dia 14 de março.
O que diz o governo
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, classificou como "banditismo" o aumento de preços em postos de combustíveis nas últimas semanas. Ele afirmou que a alta não se justifica pela guerra, já que o governo zerou as alíquotas do PIS e Cofins sobre diesel. O governo também propôs aos estados a redução do ICMS sobre o diesel importado.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o reajuste nas bombas foi atenuado pela desoneração tributária federal. A ANP informou que as fiscalizações também verificam qualidade do combustível e normas regulatórias. O resultado completo da operação ainda não foi divulgado.
O que muda para o consumidor
A fiscalização busca impedir repasses indevidos aos preços nas bombas. O consumidor pode denunciar aumentos abusivos à ANP. O preço do diesel impacta diretamente o custo do frete e da produção agropecuária no interior paulista.
A ANP ainda não informou o prazo para conclusão das apurações. Até o momento, não há previsão de novas fiscalizações em Piracicaba ou região.
Com informações da Agência Brasil.
