Estudo da Unesp reduz mortalidade em UTIs neonatais com medidas simples
Um estudo coordenado por pesquisadoras da Unesp reduziu em 18,5% a incidência de sepse tardia em prematuros de muito baixo peso internados em UTIs neonatais. A pesquisa, divulgada no dia 21 de março de 2026, demonstrou que medidas simples e sem custo aplicadas nos centros de saúde diminuíram a mortalidade nessa população vulnerável.
A sepse tardia é uma infecção generalizada que acomete recém-nascidos após 72 horas de vida e representa uma das principais causas de óbito em UTIs neonatais. O estudo foi realizado em centros conveniados à Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais, que reúne hospitais de referência no atendimento a prematuros no país.
O que mostram os resultados
A pesquisa comprovou que intervenções de baixo custo aplicadas de forma padronizada no ambiente hospitalar podem prevenir casos da infecção. O protocolo testado não exigiu investimentos em equipamentos ou medicamentos novos, o que facilita sua adoção em diferentes contextos.
Prematuros de muito baixo peso — abaixo de 1.500 gramas — são os mais vulneráveis à sepse tardia devido à imaturidade do sistema imunológico e à necessidade de procedimentos invasivos como cateteres e ventilação mecânica. A redução de 18,5% na incidência geral da infecção representa um avanço significativo para a sobrevivência nessa faixa de peso.
Próximos passos
As pesquisadoras da Unesp responsáveis pelo estudo defendem a ampliação do protocolo para mais unidades de saúde neonatais. A Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais deve divulgar orientações para implementação das medidas em hospitais conveniados.
Com informações de Agência SP.
