O Ministério da Agricultura liberou no dia 20 de março de 2026 os primeiros defensivos agrícolas para o cultivo de carinata no Brasil. A decisão abre caminho para a expansão da cultura voltada à produção de biocombustível sustentável e oferece alternativa de renda no período de entressafra para agricultores de regiões canavieiras.
A carinata é uma planta da família da mostarda e do nabo, cultivada para produção de óleo industrial usado na fabricação de combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês). A cultura se adapta a climas temperados e tem ganhado atenção no país como opção para rotacionar com a cana-de-açúcar em áreas do interior paulista, incluindo a região de Piracicaba.
O que muda para o produtor
Com os defensivos autorizados, agricultores podem iniciar testes de plantio em escala comercial. A carinata ocupa a entressafra da cana e gera renda em meses de menor atividade no campo. O ciclo da planta é curto, entre 90 e 120 dias, o que permite colheita rápida.
A liberação pelo MAPA representa o primeiro passo regulatório para consolidar a cultura no país. O Brasil avança na busca por fontes renováveis de energia, e o SAF aparece como alternativa ao querosene de aviação tradicional.
Próximos passos
O setor aguarda definições sobre área de plantio e volume de produção para 2026. Em Limeira, no dia 31 de março, acontece o Encontro das Secretarias de Agricultura da Região Metropolitana de Piracicaba para capacitação técnica do Programa Município Agno — evento que pode abordar novas culturas como a carinata.
Com informações do Radar Digital Brasília.
