O preço médio do diesel no Brasil disparou 19,41% em duas semanas e chegou a R$ 7,26 por litro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis divulgados em 20 de março. A alta impacta diretamente o custo do transporte de cargas e a produção agrícola, especialmente no interior paulista, onde o combustível pode representar até 40% dos custos logísticos.
Na semana entre 15 e 21 de março, o diesel saltou de R$ 6,80 para R$ 7,26 — avanço de 6,76% em poucos dias. Em alguns postos, o valor máximo chegou a R$ 8,99 por litro.
Efeito da crise internacional
A escalada dos preços está ligada à valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. Mesmo com medidas anunciadas pelo governo federal para conter os custos, o repasse ao consumidor tem sido inevitável.
Outros combustíveis também sobem
Além do diesel, outros combustíveis também registraram alta:
- gasolina: média de R$ 6,65 (+2,94%);
- etanol: média de R$ 4,70 (+1,29%).
É a segunda semana consecutiva de aumento simultâneo nos três principais combustíveis do país.
Impacto direto no bolso
Para caminhoneiros autônomos, o aumento já pesa no orçamento. Considerando um percurso médio de 3.000 km por mês e consumo de 2,5 km/l, o gasto extra com diesel pode chegar a cerca de R$ 175 mensais.
Esse custo tende a ser repassado ao consumidor final, afetando preços de alimentos, produtos industriais e outros itens que dependem do transporte rodoviário.
O cenário reforça a pressão inflacionária e aumenta a preocupação de setores produtivos com a continuidade das altas nas próximas semanas.
