Trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atuaram entre 1971 e 1988 podem ter valores esquecidos no antigo fundo PIS/Pasep. O prazo para solicitar o ressarcimento vai até setembro de 2028. Após essa data, os recursos serão incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque.
O valor médio a receber é de cerca de R$ 2,8 mil, mas pode variar conforme o tempo de trabalho e o salário da época.
Quem tem direito
Podem solicitar o dinheiro:
- trabalhadores da iniciativa privada ou servidores públicos entre 1971 e 1988;
- pessoas que não sacaram as cotas do fundo naquele período;
- herdeiros, no caso de titulares falecidos.
O fundo funcionou até 1988 e foi substituído pelo modelo atual de abono salarial. Os valores não sacados foram transferidos ao longo dos anos, passando pelo FGTS em 2020 e, depois, para o Tesouro.
Como consultar o saldo
A consulta pode ser feita de duas formas:
- pelo site Repis Cidadão;
- pelo aplicativo do FGTS.
É necessário ter conta gov.br nível prata ou ouro e informar o NIS (Número de Identificação Social), que pode ser encontrado na carteira de trabalho, extrato do FGTS ou no Meu INSS.
Como pedir o ressarcimento
O pedido pode ser feito:
- pelo aplicativo do FGTS (opção “ressarcimento PIS/Pasep”);
- presencialmente em agências da Caixa Econômica Federal.
É necessário apresentar documento oficial com foto. No caso de herdeiros, também são exigidos documentos que comprovem o direito ao saque.
Após a análise, o valor é depositado na conta do beneficiário ou em uma poupança social digital.
Calendário de pagamentos
- Pedidos feitos até 28 de fevereiro: recebem primeiro;
- Solicitações até 31 de março: pagamento previsto para 27 de abril;
- Novo grupo começa a sacar a partir de 25 de março.
A recomendação é consultar o quanto antes para não perder o prazo e garantir o acesso ao benefício.
