O mercado financeiro revisou para cima, pela terceira semana seguida, a estimativa para a inflação oficial do Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (30), a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 3,60% para 3,70%.
O novo número acende um alerta por estar consideravelmente acima da meta central de 3,0% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Essa persistência das pressões inflacionárias no médio prazo reflete, segundo analistas, as incertezas em torno da política fiscal e do cumprimento das metas de contas públicas.
Impacto na Taxa Selic
A revisão constante para 2026 impacta diretamente as decisões do Copom (Comitê de Política Monetária). Com as expectativas desancoradas da meta, o Banco Central ganha menos espaço para reduzir os juros, podendo manter a Taxa Selic em patamares elevados por mais tempo para conter a alta dos preços.
A última ata do Copom já havia reforçado esse tom de cautela:
“A manutenção de uma política monetária contracionista por período suficientemente prolongado tem se mostrado necessária para assegurar a convergência da inflação para a meta”, destacou o colegiado.
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