A XP revisou suas recomendações para carteiras de investimento globais em 2 de abril de 2026, reduzindo a exposição a ações de mercados desenvolvidos. A corretora aumentou a alocação em títulos públicos de longo prazo e manteve o Brasil como um dos mercados emergentes preferidos.
A mudança reflete uma avaliação de cautela com a desaceleração econômica nos Estados Unidos e na Europa, enquanto busca proteção em ativos de renda fixa. O relatório da instituição serve como parâmetro para gestores de recursos e investidores institucionais rebalancearem seus portfólios.
Rebalanceamento entre ações e renda fixa
A principal alteração foi a redução da posição em ações de mercados desenvolvidos, retirando 2 pontos percentuais da alocação anterior. Esse percentual foi realocado integralmente para títulos públicos de longo prazo (Treasuries), elevando a exposição a essa classe de ativo.
No setor de ações, a recomendação foi de aumentar o peso em empresas dos subsetores de energia e utilidades (concessionárias de serviços públicos). A orientação é reduzir a exposição a papéis do setor de consumo cíclico, que tende a ser mais sensível aos altos e baixos da economia.
Brasil se mantém como ativo preferencial
Entre os mercados emergentes, o Brasil seguiu como uma das preferências da casa de análise, sem alterações na recomendação positiva. O relatório citou que o ambiente de juros doméstico e as reformas em tramitação no Congresso sustentam o apetite pelo risco país.
A corretora também manteve sua posição neutra em relação ao dólar americano. Para ativos de crédito privado, a recomendação continua sendo subponderar, ou seja, ter uma exposição menor do que a média do mercado, indicando cautela com o risco de calotes em um cenário econômico menos robusto.
Com informações de XP Investimentos.
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