O volante Erick Pulgar, do Flamengo, foi expulso na derrota por 3 a 0 para o Red Bull Bragantino, no estádio Cícero de Souza Marques, em partida válida pela Série A do Campeonato Brasileiro. O árbitro Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho, do Pará, aplicou o cartão vermelho após revisão no VAR por uma cotovelada no lateral José Herrera. O lance ocorreu aos quatro minutos do segundo tempo, quando o Flamengo já perdia por 2 a 0.
Inicialmente, o árbitro aplicou apenas cartão amarelo a Pulgar. No entanto, após ser chamado pelo VAR Diego Pombo Lopes para revisar o lance no monitor, Mendes mudou a punição para cartão vermelho direto. A expulsão marcou a primeira do chileno em 154 dias — o jogador não recebia um cartão vermelho direto há mais de cinco meses.
Análise do lance
Segundo análise do colunista Paulo Caravina, do Estadão, a expulsão foi correta. Embora a bola estivesse em disputa, o defensor do Flamengo teria abdicado de jogá-la para atingir o rosto do adversário com os dois punhos cerrados. A conduta, de acordo com o colunista, caracteriza ato violento, infração punível com cartão vermelho conforme as regras do futebol.
Caravina destacou que volantes costumam ter uma “régua mais alta” dos árbitros, pois são jogadores habituados a cometer faltas no limite do cartão “laranja”. Pulgar, segundo o colunista, normalmente sabe conduzir esse limite, mas desta vez teria se extrapolado. O analista também criticou a necessidade de intervenção do VAR em um lance considerado evidente, apontando que árbitros da Série A não deveriam depender da tecnologia para identificar condutas violentas claras.
A decisão do árbitro gerou discussão entre torcedores e comentaristas sobre a atuação de Fernando Mendes, que tem pouca experiência na elite do futebol brasileiro. O Flamengo, com um jogador a menos desde o início do segundo tempo, sofreu o terceiro gol posteriormente e ampliou a sequência de resultados negativos na competição.
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