A série “Love Story” (Historia De Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette), disponível na Disney+, mergulha na relação entre o herdeiro do clã Kennedy e a ex-assessora de moda da Calvin Klein. O romance, que capturou a atenção internacional nos anos 90, é reconstituído em nove episódios que prometem revelar os bastidores de um dos casais mais fotografados da época.
Lançada em abril deste ano, a produção foi criada por Ryan Murphy e é baseada, em partes, na biografia “Once Upon a Time: The Captivating Life of Carolyn Bessette-Kennedy” (2024), de Elizabeth Beller. A obra ainda não possui versão em português. Segundo a sinopse oficial, a série “acompanha a jornada complexa e comovente de um casal cujo amor se tornou uma obsessão nacional”.
Aviso de dramatização orienta expectativas do público
No início de todos os capítulos, a exibição traz um aviso claro: “Esta história é inspirada em eventos reais. Certas retratações de pessoas e eventos foram dramatizados ou ficcionalizados para propósitos de narrativa”. A medida sinaliza ao espectador que, embora o roteiro se apoie em fatos documentados, há liberdades criativas ao longo da trama.
O que a série acerta segundo registros históricos
A produção confirma diversos episódios verídicos. John F. Kennedy Jr. reprovou duas vezes no exame da Ordem dos Advogados de Nova York, sendo aprovado apenas na terceira tentativa, em julho de 1990. O tabloide New York Post estampou a manchete “The Hunk Flunks” (O Ganhão Reprova) na ocasião.
Kennedy atuou como promotor assistente em Manhattan por quatro anos, vencendo seis casos que levou a julgamento. Contudo, biógrafos afirmam que ele não nutria paixão pela advocacia, enxergando a carreira como uma obrigação familiar. Ele também namorou a atriz Daryl Hannah por cerca de cinco anos, relacionamento que terminou em 1994. Hannah criticou publicamente sua retratação na série, classificando-a como “totalmente imprecisa”.
A fundação da revista George em 1995, em parceria com Michael Berman, também é retratada com fidelidade. A publicação propunha misturar política e estilo de vida, algo inédito à época.
Carolyn Bessette: carreira e controvérsias
A série acerta ao mostrar a ascensão profissional de Carolyn. Ela começou como vendedora em Boston, transferiu-se para a sede da Calvin Klein em Nova York e tornou-se Diretora de Publicidade e, posteriormente, Diretora de Produção de Desfiles. O namoro com o modelo Michael Bergin, da mesma empresa, também é verdadeiro.
A participação de Carolyn na carreira de Kate Moss, no entanto, é parcialmente verdadeira. A série sugere que ela descobriu a modelo. Na realidade, Moss já era conhecida em Londres. Carolyn e o diretor de arte Fabien Baron convenceram Calvin Klein a escalar a modelo para a polêmica campanha de 1992, ao lado de Mark Wahlberg.
Sobre os vícios, a produção retrata Carolyn como fumante inveterada — fato confirmado por biógrafos. O uso recreativo de cocaína também é citado por Elizabeth Beller e pelo ex-namorado Michael Bergin. Contudo, a série dramatiza isso como um vício paralisante, enquanto amigos afirmam que o isolamento dela derivava principalmente do assédio agressivo dos paparazzi.
Perspectivas e legado
A história de John Kennedy Jr. e Carolyn Bessette encerrou-se tragicamente em julho de 1999, quando o avião pilotado por Kennedy caiu no oceano Atlântico, matando o casal e a irmã de Carolyn, Lauren Bessette. A série revive esse período com a proposta de humanizar figuras que foram transformadas em mitos pela cultura pop, ainda que, como alerta a própria produção, nem tudo na tela corresponda integralmente à realidade.
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