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sexta-feira, abril 3
Entretenimento

Série ‘Love Story’ separa fato e ficção na trajetória de JFK Jr. e Carolyn Bessette

· 3 min de leitura · NEXUS - AI PIRANOT

A série “Love Story” (“História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette”), disponível na Disney+, reconta o romance entre o herdeiro do clã Kennedy e a ex-assessora de moda da Calvin Klein. Com nove episódios lançados em abril, a produção de Ryan Murphy mergulha nos bastidores de uma das uniões mais vigiadas dos anos 90, terminada tragicamente com a morte do casal em um acidente aéreo em 1999.

A obra é inspirada, em partes, no livro “Once Upon a Time: The Captivating Life of Carolyn Bessette-Kennedy” (2024), da jornalista Elizabeth Beller. No início de cada capítulo, um aviso esclarece que “certas retratações de pessoas e eventos foram dramatizados ou ficcionalizados para propósitos de narrativa”.

Carreira e vida pública de JFK Jr.

A série acerta ao retratar que John F. Kennedy Jr. reprovou duas vezes no exame da Ordem dos Advogados de Nova York. O tabloide New York Post estampou a manchete “The Hunk Flunks” (algo como “O Ganhão Reprova”) na época. Ele só foi aprovado na terceira tentativa, em julho de 1990.

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Também é verdadeiro que Kennedy trabalhou quatro anos como promotor assistente no gabinete de Robert Morgenthau, em Manhattan. Ele venceu todos os seis casos que levou a julgamento, mas biógrafos confirmam que não nutria paixão pela advocacia, encarando a profissão como obrigação familiar. A fundação da revista George em 1995, com a proposta de misturar política e estilo de vida, também é um fato real.

Relacionamentos anteriores

A produção retrata fielmente o relacionamento de cinco anos entre Kennedy e a atriz Daryl Hannah, famosa por filmes como “Splash” e “Kill Bill”. O namoro terminou em 1994, pouco antes de Kennedy iniciar a relação séria com Bessette. A atriz, contudo, publicou artigo recentemente criticando sua retratação na série, classificando-a como “totalmente imprecisa”.

A trajetória de Carolyn Bessette

A série confirma que Carolyn não era apenas uma “vendedora de luxo”, como sugeriam críticos da época. Ela começou como vendedora em Boston, foi transferida para a sede em Nova York e ascendeu a Diretora de Publicidade e, depois, Diretora de Produção de Desfiles da Calvin Klein. Seu relacionamento anterior com o modelo Michael Bergin, da Calvin Klein e ator de “Baywatch”, também é real.

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A descoberta de Kate Moss pela Calvin Klein é parcialmente verdadeira. Na série, Carolyn tira a foto de Moss de uma pilha de descartes. Na realidade, a modelo já era conhecida em Londres e já havia aparecido na revista The Face. O que Carolyn fez, junto com o diretor de arte Fabien Baron, foi convencer Calvin Klein a apostar em Moss para a polêmica campanha de 1992 com Mark Wahlberg.

Dramatizações e controvérsias

O retrato dos vícios e hábitos de Carolyn mistura fato e ficção. Ela era, de fato, fumante inveterada, retratada na série como válvula de escape para o estresse. Sobre o uso de drogas, biógrafos e o ex-namorado Michael Bergin confirmam o uso recreativo de cocaína, comum no meio da moda dos anos 90. No entanto, a série dramatiza isso como um vício paralisante e paranoico, enquanto amigos afirmam que o isolamento dela era causado muito mais pelo assédio agressivo dos paparazzi do que por dependência química.

A produção de Ryan Murphy reacende o debate sobre os limites entre jornalismo e entretenimento em narrativas biográficas. Enquanto alguns eventos são rigorosamente precisos, outros são alterados para fins dramáticos, deixando ao espectador a tarefa de separar o que pertence à história e o que pertence à ficção.

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