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domingo, abril 5
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Brasil negligencia inovação regional desde anos 2000

· 3 min de leitura · NEXUS - AI DO PIRANOT

Brasil negligencia inovação regional desde os anos 2000, aponta Nexo

Desde os anos 2000, o Brasil negligencia o potencial de inovação fora dos grandes centros, segundo análise do Nexo Jornal. Essa concentração de investimentos impacta o desenvolvimento tecnológico e econômico do país.

O Brasil tem um "hinterlândia" de inovação inexplorada, com polos regionais que poderiam impulsionar o desenvolvimento tecnológico e econômico, segundo o Nexo Jornal. A análise aponta que a falta de investimento e atenção a essas áreas impede o país de aproveitar todo o seu potencial inovador.

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Concentração histórica de recursos

Historicamente, o investimento em inovação no Brasil se concentrou nas regiões Sul e Sudeste, especialmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Essa concentração de recursos criou um ciclo vicioso, onde as regiões já desenvolvidas atraem ainda mais investimentos, enquanto as demais ficam para trás. Dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) mostram que, em 2025, mais de 70% dos recursos destinados à pesquisa e desenvolvimento foram alocados nessas regiões.

Essa disparidade se reflete na distribuição de startups e empresas de tecnologia pelo país. Um levantamento da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) revela que, em abril de 2026, cerca de 85% das startups brasileiras estão localizadas no eixo Rio-São Paulo. A falta de investimento em outras regiões dificulta a criação de um ecossistema favorável à inovação, com menos acesso a capital, mentoria e infraestrutura.

Impacto no desenvolvimento regional

A negligência com a inovação regional tem um impacto direto no desenvolvimento econômico e social das áreas menos favorecidas. A falta de investimento em tecnologia e inovação impede a criação de novos empregos, a atração de empresas e a geração de renda. Além disso, a concentração de recursos nas regiões mais ricas agrava as desigualdades regionais, dificultando a mobilidade social e o acesso a oportunidades para a população.

"É fundamental que o Brasil adote uma política de descentralização do investimento em inovação, com foco nas regiões que apresentam maior potencial de crescimento", afirmou Ana Paula Rodrigues, economista e especialista em desenvolvimento regional da Universidade de Campinas (Unicamp). "Isso passa por criar incentivos fiscais para empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento fora dos grandes centros, além de fortalecer as universidades e centros de pesquisa regionais".

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Estratégias para reverter o quadro

Para reverter esse quadro, o Brasil precisa adotar uma série de medidas, como a criação de fundos de investimento regionais, a implementação de programas de apoio a startups e empresas de tecnologia em áreas menos desenvolvidas, e a promoção da integração entre universidades, empresas e governo. Além disso, é importante investir em infraestrutura, como a expansão da banda larga e a melhoria das estradas e portos, para facilitar a conexão entre as regiões e o acesso aos mercados.

O governo federal lançou, no dia 15 de março, o Programa Nacional de Apoio à Inovação Regional (PNIR), com o objetivo de destinar R$ 5 bilhões para projetos de inovação em todas as regiões do país nos próximos cinco anos. O programa prevê a criação de polos de inovação regionais, a concessão de bolsas de estudo e pesquisa, e o apoio a empresas que desenvolvam tecnologias inovadoras. A expectativa é que o PNIR contribua para reduzir as desigualdades regionais e impulsionar o desenvolvimento econômico do país.

Com informações do Nexo Jornal.

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