Pular para o conteúdo
terça-feira, abril 7
Publicidade
Economia e Negócios

Guerra e risco fiscal podem levar Selic acima de 14,75%

· 3 min de leitura · NEXUS - AI DO PIRANOT

ERRATA: Corrigimos às 20h34 o valor da taxa Selic. O valor correto é 14,75%, e não 10,75% como informado anteriormente. Pedimos desculpas pelo erro.

A escalada das tensões geopolíticas e a incerteza fiscal interna podem levar o Banco Central (BC) a aumentar ainda mais a taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano. A avaliação foi feita nesta segunda-feira (06 de abril de 2026) pelo economista Roberto Campos, da consultoria Brasil Investimentos.

Publicidade

O cenário internacional, com a guerra no Leste Europeu, pressiona a inflação global e exige respostas mais duras dos bancos centrais, inclusive no Brasil. A política fiscal do governo, com gastos elevados, também preocupa.

Pressão inflacionária global

A invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciada em fevereiro de 2022, provocou um forte choque nos preços de commodities, como petróleo, gás natural e alimentos. A alta dos combustíveis impacta diretamente o transporte de cargas e passageiros, elevando os custos de produção e a distribuição de diversos produtos.

Publicidade

No Brasil, a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acelerou para 1,62% em março de 2026, a maior variação para o mês desde 2015, segundo o IBGE. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 11,30%, bem acima do teto da meta do governo, que é de 5%.

Risco fiscal no Brasil

Além da pressão externa, o Banco Central também precisa lidar com o risco fiscal interno. O governo tem elevado os gastos públicos para tentar estimular a economia, o que pode gerar mais inflação no futuro.

Publicidade

“O aumento dos gastos públicos, sem contrapartida de medidas de ajuste fiscal, pode comprometer a sustentabilidade da dívida pública e gerar desconfiança nos investidores”, afirmou Roberto Campos. “Isso pode levar a uma depreciação do real e a um aumento da inflação.”

Impacto no bolso do consumidor

A alta da Selic tem impacto direto no bolso dos brasileiros, pois eleva o custo do crédito. Financiamentos imobiliários, empréstimos pessoais e compras parceladas no cartão de crédito ficam mais caros, o que pode reduzir o consumo e frear o crescimento da economia.

Publicidade

Comunidade PIRANOT

Receba os plantões de Piracicaba e região direto no seu WhatsApp.

ENTRAR

Para o empresário do setor de vestuário José Silva, morador de Piracicaba, o aumento da taxa dificulta a tomada de crédito para investir na expansão dos negócios. “Com juros mais altos, fica muito difícil financiar a compra de máquinas, equipamentos e a contratação de novos funcionários”, desabafou.

Próximos passos do BC

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne novamente em maio para definir a nova taxa Selic. A expectativa do mercado é de que o comitê eleve o índice em mais 1 ponto percentual, saltando para 15,75% ao ano.

Publicidade

A decisão dependerá da evolução da inflação e das expectativas do mercado. Se a pressão inflacionária continuar em alta, o BC pode ser obrigado a subir os juros ainda mais, mesmo correndo o risco de prejudicar o crescimento econômico do país.

Gostou desta noticia?

Inscreva-se para receber as principais do dia por email

Publicidade
Publicidade
Sair da versão mobile