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Dr. Sérgio Pacheco
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Dr. Sérgio Pacheco

Vice-prefeito de Piracicaba e médico cardiologista formado pela PUC-Campinas. Foi secretário municipal de Saúde e acumula mais de 20 anos de experiência em hospitais da região. Escreve quinzenalmente no PIRANOT sobre saúde pública, gestão e os desafios do sistema de...

ESTREIA | Dr. Pacheco: “Piracicaba saiu de um quadro crítico e começou a reconstruir a saúde”

· 3 min de leitura · Atualizado em 05.04.2026

Pontos-chave

  • 80.738 exames realizados com alta de 94,9%
  • Oferta de especialistas cresceu 600%
  • Filas zeradas em cardiologia, vascular, ginecologia e mais 7 especialidades
  • 82 mutirões de oftalmologia atenderam 23 mil pacientes
  • Mais de 90% das demandas resolvidas no próprio atendimento

Nota da Redação: O portal PIRANOT preza pela liberdade de expressão e pela pluralidade de ideias. Ressaltamos, no entanto, que os textos de opinião publicados neste espaço são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam, obrigatoriamente, a visão do portal, de seus editores ou parceiros.


Ao assumir a Secretaria de Saúde, a atual gestão encontrou uma rede bastante desgastada — “a sucata da sucata”, em infraestrutura, fluxos, logística e capacidade de resposta. Desde então, a área da saúde passou por uma reorganização ampla, com reestruturação do modelo assistencial, revisão de fluxos e medidas para tornar o atendimento mais ágil, integrado e humanizado. Não, não pare de ler agora… vá até o final!!

Os números falam

Os números ajudam a dimensionar esse avanço. Foram 80.738 exames realizados, com alta de 94,9%, além de crescimento de cerca de 20% nos atendimentos. Na saúde bucal, houve 239.380 procedimentos odontológicos, aumento de 7,6%, e um mutirão de próteses que atendeu quase 3 mil pessoas, controlando uma fila que já passava de 6 anos.

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Gráfico mostrando os grandes números da saúde de Piracicaba: 80.738 exames, 239.380 procedimentos odontológicos, 23 mil atendimentos oftalmológicos
Fonte: Secretaria de Saúde de Piracicaba | Arte: PIRANOT

Filas zeradas

Outro ponto de destaque foi a redução de outras filas. A oferta de especialistas cresceu 600%, com ênfase para a ortopedia, que chegou a 27.359 vagas ofertadas. Filas foram zeradas em especialidades como cardiologia (hoje tem consulta na mesma semana ou no mesmo dia), vascular, ginecologia, fisiatria (não tinha na rede há anos) e infectologia, além de exames como colonoscopia, endoscopia, mamografia, MAPA, holter, escleroterapia e entrega de aparelhos auditivos para mais de 1.000 pacientes, muitos deles após espera de até cinco anos.

Infográfico mostrando 10 especialidades com fila zerada em Piracicaba: cardiologia, vascular, ginecologia, fisiatria, infectologia e mais
Fonte: Secretaria de Saúde de Piracicaba | Arte: PIRANOT

Mutirões e modernização

Também houve ampliação de acesso com 82 mutirões de oftalmologia, praticamente todos os finais de semana com atendimento de particular, atendendo cerca de 23 mil pacientes, além de mutirões de mamografia e ultrassonografia (lembrando que nunca antes o SUS forneceu ultrassom 4D na gestação). Na modernização da rede, a cidade implantou o aplicativo PiraSus, a telemedicina (pouco utilizada, infelizmente, mas com excelente resolutividade), a coleta de exames laboratoriais sem agendamento em todas as unidades e o retorno com especialista marcado diretamente nas unidades, o que ajudou a resolver mais de 90% das demandas no próprio atendimento. Acabou a fila no T2 ou na sala 24… o cidadão não é mais um peregrino em Piracicaba.

Gráfico mostrando crescimento: +600% especialistas, +94,9% exames, +20% atendimentos, +7,6% odontologia
Fonte: Secretaria de Saúde de Piracicaba | Arte: PIRANOT

O que ainda falta

Isso não significa ignorar os problemas que ainda existem. A espera em unidades de urgência e a regularização plena do fornecimento de medicamentos continuam sendo temas que exigem atenção. Ainda assim, os indicadores mostram que há correções em curso, com melhora no fluxo de entrega de medicamentos, nova sede da Farmácia de Alto Custo, reforma de unidades, reforço na frota e ampliação da estrutura de atendimento.

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Conclusão

Em resumo, o cenário está longe do ideal, mas já não é o mesmo de meses atrás. Antes de qualquer julgamento apressado, os dados mostram que Piracicaba saiu de um quadro crítico e começou a reconstruir, passo a passo, uma rede de saúde mais organizada, mais acessível e mais capaz de responder à população.

(Foto de capa: Divulgação)

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Sobre o colunista

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Vice-prefeito de Piracicaba e médico cardiologista formado pela PUC-Campinas. Foi secretário municipal de Saúde e acumula mais de 20 anos de experiência em hospitais da região. Escreve quinzenalmente no PIRANOT sobre saúde pública, gestão e os desafios do sistema de saúde municipal.

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