BNDES libera R$ 15 bilhões: veja quais empresas podem acessar o crédito
PONTOS CHAVE:
- BNDES libera R$ 15 bilhões para empresas afetadas por tarifas e guerra
- Aço, alumínio, autopeças, TI e farmacêutico são setores prioritários
- Juros variam de 0,94% a 1,41% ao mês com carência de até 4 anos
- Empresas precisam ter 5% do faturamento ligado a EUA ou Golfo Pérsico
O governo federal liberou R$ 15 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifas americanas e pela guerra no Oriente Médio. A linha do BNDES prioriza aço, autopeças e tecnologia da informação com juros a partir de 0,94% ao mês.
O Conselho Monetário Nacional aprovou a regra no dia 16 de abril. É a segunda fase do Programa Brasil Soberano, criado em meados de 2025 para o tarifaço inicial dos EUA. O governo dos Estados Unidos reduziu a tarifa geral de 50% para 15% em outubro do ano passado. Contudo, aço, cobre e alumínio ainda pagam 50%, e autopeças e móveis, 25%. Polos metalúrgicos e de autopeças sofrem o impacto direto na competitividade.
Critérios de elegibilidade para as empresas
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) dividiu os beneficiários em três grupos. O primeiro abrange exportadoras para os EUA e fornecedores cujo faturamento com o país represente 5% ou mais da receita entre agosto de 2024 e julho de 2025. O segundo grupo foca em setores estratégicos com déficit comercial, como farmacêutico, químico, têxtil e TI. O terceiro grupo atende exportadoras para o Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Emirados Árabes, Iraque, Irã, Catar, Kuwait, Bahrein e Omã) com 5% ou mais do faturamento em 2025.
Os recursos financiam capital de giro, aquisição de bens de capital, ampliação de capacidade produtiva e inovação tecnológica. Empresas que não se encaixam nos três grupos ficam de fora.
Taxas e prazos do financiamento
As taxas variam conforme a modalidade e a forma de contratação. Diretamente com o BNDES, os juros vão de 0,94% ao mês para investimentos a 1,28% ao mês para capital de giro. Com bancos repassadores, a taxa chega a 1,41% ao mês. A carência varia de 1 a 4 anos, e o prazo de quitação vai de 5 a 20 anos. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o foco em setores com déficit comercial. “Saúde, TI, químico, são os setores que têm um déficit maior na balança comercial”, afirmou Alckmin.
O custo do subsídio para o Tesouro Nacional também gera incerteza sobre o impacto fiscal da operação.
Impacto no emprego e na indústria
O crédito subsidiado visa evitar demissões e a quebra de cadeias produtivas. A guerra no Oriente Médio reduziu as vendas para a região. Dados do governo indicam retração significativa nas exportações para a região desde o início do conflito.
Para o trabalhador e empresário da indústria, a medida é uma tentativa de segurar empregos no setor que enfrenta perda de mercado externo. As taxas do BNDES ficam bem abaixo da média de mercado, o que alivia o custo financeiro, mas não resolve a perda de competitividade causada pelas tarifas americanas de 50% sobre metais.
Com informações da Agência Brasil e do MDIC.
Publicado em: 16/04/2026
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