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Economia

EUA estendem alívio em sanções ao petróleo russo para conter alta nos preços da energia; entenda o impacto

· 2 min de leitura · Atualizado em 05.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • EUA estendem por 30 dias a permissão para compra de petróleo russo no mar
  • Medida busca conter alta dos preços de energia causada por conflitos no Oriente Médio
  • Decisão gera críticas de autoridades europeias e parlamentares americanos

Os Estados Unidos renovaram na sexta-feira (17) a autorização que permite a compra de petróleo russo transportado por mar, válida até 16 de maio, segundo o Departamento do Tesouro americano. A decisão substitui a permissão anterior, que havia expirado em 11 de abril, e visa aliviar a pressão sobre os preços globais de energia.

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O governo americano justifica a medida como resposta à escalada de preços causada pela guerra no Oriente Médio e pelo fechamento parcial do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota fundamental para o comércio de petróleo mundial. Segundo a fonte original, cerca de 20% do petróleo e gás do mundo cruzava o Estreito antes do conflito, elevando o risco de desabastecimento global.

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Contradição no discurso do Tesouro

A flexibilização das sanções ocorre mesmo após o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmar na quarta-feira (15) que não pretendia renovar a autorização. Bessent também destacou que medida semelhante aplicada ao Irã, válida até domingo (19), permitiu a entrada de cerca de 140 milhões de barris de petróleo iraniano no mercado internacional.

Segundo Kirill Dmitriev, representante do governo russo, a primeira autorização dos EUA liberou 100 milhões de barris de petróleo russo para exportação — volume equivalente a quase um dia da produção global.

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Críticas de aliados e parlamentares

A renovação exclui transações com Irã, Cuba e Coreia do Norte. No entanto, autoridades europeias e parlamentares americanos criticaram a decisão. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que este não é o momento de aliviar sanções contra Moscou, enquanto congressistas dos EUA argumentam que a medida beneficia economias adversárias.

Brett Erickson, especialista em sanções da consultoria Obsidian Risk Advisors, avalia que a decisão não deve ser a última. “O conflito causou danos duradouros aos mercados globais de energia, e os instrumentos disponíveis para estabilizá-los estão perto do limite”, afirmou.

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