Reator Nuclear da USP: Pesquisas Transferidas para BH Após Incêndio
PONTOS CHAVE:
- Reator IEA-R1 da USP está desativado desde 2025 após incêndio.
- Pesquisas nucleares serão feitas temporariamente no CDTN, em Belo Horizonte.
- Logística de envio das amostras e impacto na produção de radiofármacos seguem indefinidos.
O reator nuclear de pesquisa IEA-R1, da Universidade de São Paulo, permanece fora de operação desde o segundo semestre de 2025. Um incêndio no painel de controle, ocorrido em 23 de março de 2026, forçou a transferência temporária das pesquisas para o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN), em Belo Horizonte.
Segundo o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), o fogo atingiu parte da fiação do painel de controle do IEA-R1, mas foi rapidamente contido pela equipe e pelo Corpo de Bombeiros, sem comprometer a segurança da instalação. Desde então, o reator segue desativado e não há prazo divulgado para a conclusão dos reparos ou retorno das atividades em São Paulo.
Pesquisas migram para reator em Minas Gerais
Pesquisadores e estudantes que dependem da irradiação de amostras para experimentos terão que recorrer ao reator IPR-1, operado pelo CDTN em Minas Gerais. A logística de envio e retorno desse material ainda está sendo definida pelo Ipen, que afirma estudar alternativas para minimizar impactos nos projetos em andamento. Não há detalhes sobre como será operacionalizado esse transporte ou os custos e prazos envolvidos.
Reator Multipropósito Brasileiro previsto para 2032
A desativação do IEA-R1 pressiona a infraestrutura científica do país, já que o reator é considerado o de maior potência em operação no Brasil e atende demandas de diferentes instituições. O Ipen prevê ações contínuas de atualização do equipamento, mas só espera retomar a plena capacidade com a conclusão do Reator Multipropósito Brasileiro, em Iperó (SP), prevista para 2032.
Não foi informado se a produção de radiofármacos, tradicionalmente realizada na unidade de São Paulo, sofrerá atraso ou interrupção. O Ipen também não se manifestou sobre as causas exatas do incêndio ou o estágio das investigações.
Com informações da Agência Brasil e do Ipen/CNEN.
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