Medo de bancos executar dívida das Americanas geram apelos por "cautela"; impacto econômico seria 'desastroso'
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13 de janeiro de 2023 · 2 min de leitura

Medo de bancos executar dívida das Americanas geram apelos por “cautela”; impacto econômico seria ‘desastroso’

Foto: Reprodução/Diário do Nordeste
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O jornal O Globo noticia nesta sexta-feira (13), que há indícios de que os sócios majoritários da Americanas já tinham alguma ideia do que estava acontecendo na empresa, antes que Sergio Rial revelasse “inconsistências” de R$ 20 bilhões.

Foto: Reprodução/Diário do Nordeste

Segundo o impresso, no segundo semestre de 2022, segundo documentos publicados pela própria Americanas em seu portal de relacionamento com investidores, diretores venderam mais de R$ 210 milhões em ações da empresa.

“A diretoria vendeu muitos papéis da própria empresa. Isso nos faz crer que era algo que sabiam e não reportaram. Além disso, na call, Rial deixou escapar que talvez não existisse uma vontade dos administradores de falar sobre o problema”, observa Pedro Menin, sócio-fundador da casa de análise financeira Quantzed ao O Globo.

Para noção, o Banco Panamericano quando descobriu um rombo de R$ 2,5 bilhões em seu caixa precisou de uma operação de salvamento que contou com a ajuda do Fundo Garantidor de Crédito. Havia o risco de desestabilizar a economia da época e Sílvio Santos, o sócio majoritário, colocou todas as suas 44 empresas do grupo, entre elas a rede de televisão SBT como garantia do empréstimo que foi liquidado quando o BTG Pactual comprou a instituição. Hoje ele se chama Pan.

Por isso, é grave a situação das Americanas, principalmente pelo fato dela ter empréstimos bancários e vários investidores, gerando uma possível crise econômica em caso de falência. Ontem, Sergio Rial pediu que os bancos tenham calma e serenidade para lidar com a situação. Em outras palavras, não executem a dívida no desespero, pois os reflexos seriam enormes e profundos.

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