Um tornado classificado como F2 na escala Fujita, com ventos estimados em até 180 km/h, atingiu São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no último sábado, provocando destruição significativa e deixando centenas de famílias afetadas. O fenômeno, considerado de intensidade moderada a forte, foi capaz de arrancar telhados, derrubar árvores e comprometer a rede elétrica em diversos bairros.
De acordo com avaliações técnicas, tornados dessa categoria podem causar danos severos a construções, deslocar veículos e destruir estruturas leves. Em São José dos Pinhais, o cenário após a passagem do fenômeno incluiu casas destelhadas, árvores de grande porte caídas sobre vias e veículos, além da interrupção do fornecimento de energia elétrica em várias regiões.
O bairro Guatupê foi o mais atingido. Segundo a Defesa Civil, cerca de 350 residências sofreram destelhamento, impactando aproximadamente 1.200 pessoas. Galpões foram destruídos, postes e semáforos danificados e portões arrancados pela força do vento, ampliando os prejuízos à infraestrutura local.
Apesar da dimensão dos danos materiais, apenas duas pessoas ficaram feridas, ambas com lesões leves. Duas famílias precisaram deixar suas casas e foram acolhidas por parentes. O impacto emocional, no entanto, é considerado significativo, especialmente para moradores que presenciaram a destruição de seus lares em poucos minutos.
Diante da situação, a prefeitura montou um ponto de apoio na subprefeitura de Guatupê ainda na noite de sábado, iniciando a distribuição de lonas para proteger residências destelhadas. A Defesa Civil do Paraná também enviou 2.600 telhas, que serão utilizadas no processo de reconstrução das casas atingidas.
As autoridades destacam que o episódio reforça o alerta para o aumento de eventos climáticos extremos na Região Sul. Especialistas apontam a necessidade de investimentos em monitoramento meteorológico, sistemas de alerta precoce, planejamento urbano e ações de prevenção, a fim de reduzir riscos e impactos à população.
Enquanto o município avança no atendimento emergencial, o foco passa a ser a reconstrução e o apoio às famílias afetadas, em um processo que deve se estender pelos próximos meses.






