Brasília perdeu neste domingo (18) uma de suas figuras mais relevantes da vida pública e empresarial. Morreu Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), aos 72 anos, após enfrentar um câncer de pâncreas. A informação foi confirmada pela própria entidade. Com uma trajetória marcada por mais de cinco décadas de atuação, Jungmann deixou um legado de defesa da democracia, articulação política e compromisso com o interesse público.
Pernambucano, Jungmann iniciou a carreira política como vereador e construiu sólida atuação no Congresso Nacional como deputado federal. Ao longo dos anos, ocupou quatro ministérios em governos distintos. Na gestão de Fernando Henrique Cardoso, esteve à frente das pastas da Política Fundiária e do Desenvolvimento Agrário, lidando com temas sensíveis como reforma agrária e agricultura familiar. Já no governo Michel Temer, comandou os ministérios da Defesa e da Segurança Pública, em momentos de forte instabilidade política e desafios na área da segurança nacional.
Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, passando a atuar diretamente no setor mineral. À frente da entidade, defendeu uma mineração mais sustentável, baseada no diálogo com governos, empresas e sociedade civil, além do fortalecimento de práticas ambientais, sociais e de governança. Sua gestão buscou posicionar o Brasil como referência internacional em mineração responsável.
Em nota, a presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, destacou Jungmann como um homem público de “estatura singular”, comprometido com a democracia e com o interesse nacional. O velório será restrito a familiares e amigos próximos. A morte de Raul Jungmann representa uma perda significativa para a política e para setores estratégicos da economia brasileira.






