A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga dois novos casos de estupro envolvendo alunas do Colégio Federal Pedro II, relacionados a um grupo que já havia cometido um crime semelhante em janeiro. As denúncias surgem em meio a um contexto preocupante de violência contra adolescentes na região.
Uma das novas vítimas, que tinha 14 anos na época, agora com 17, relatou que os acusados a ameaçaram, sugerindo ter imagens da violência como forma de chantagem. A mãe da jovem confirmou que ela conhecia um dos envolvidos, que é aluno da mesma escola.
Desdobramentos das investigações
O crime ocorreu na residência de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à polícia após estar foragido. O delegado Antônio Lages, responsável pela investigação, destacou que o modus operandi foi semelhante ao do primeiro caso, onde a confiança da vítima foi explorada.
A polícia também está buscando dados de celulares dos denunciados para auxiliar nas investigações. Em um terceiro caso, uma nova denúncia foi feita envolvendo Vitor Hugo Oliveira Simonin, acusado de estuprar uma jovem durante uma festa junina em 2025.
Chamada para novas denúncias
O delegado Lages pediu que outras possíveis vítimas se apresentem à polícia. Ele destacou a importância da denúncia, lembrando que a primeira vítima conseguiu relatar o ocorrido à família imediatamente após deixar o local.
As investigações estão em estágio inicial e ainda não se sabe se o terceiro caso está vinculado ao mesmo grupo ou a um só acusado. O estado de saúde da primeira vítima foi alarmante, com lesões que indicam a gravidade do crime.
Acusados e repercussões
Até o momento, dois dos acusados se entregaram, enquanto outros permanecem foragidos. O envolvimento de Vitor Simonin, filho de um subsecretário do governo estadual, gerou repercussão e levou à decisão de exoneração do pai.
O delegado ressaltou que todos os acusados podem se apresentar em qualquer delegacia do estado, e as investigações continuam para garantir a responsabilização dos envolvidos.
Ações de prevenção e conscientização
Lages enfatizou a importância do respeito aos limites durante relações sexuais, reforçando que a negativa deve ser sempre respeitada. A polícia espera que a conscientização sobre esses temas ajude a prevenir novas ocorrências.
As autoridades estão mobilizadas para lidar com a situação e incentivar a denúncias de casos semelhantes, visando proteger as vítimas e punir os responsáveis.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br