O espectro da delação premiada ronda o Banco Master com intensidade crescente. Enquanto Daniel Vorcaro, preso desde 19 de março, contabiliza os dias para sua janela de negociação, o entorno do empresário sofre fratura exposta. A saída abrupta de três advogados da defesa de Fabiano Zettel, cunhado e braço-direito de Vorcaro, sinaliza mudança estratégica na Operação Compliance Zero.
Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção solicitaram exoneração do mandato. Oficialmente, motivo alegado foi exaustão das possibilidades de atuação técnica. Porém, fontes a par do processo no STF confirmam que o divórcio profissional nasceu de fissura insanável: a estratégia de delação.
Fabiano Zettel recebeu R$ 190 milhões de fundos sob escrutínio. Diante de montante milionário nas mãos de réu sem defesa fixa, a pressão para negociar extingue-se. O negócio da delação deixa de ser opção e passa a ser última tábua de salvação.
A disputa das delações
Existe hipótese concreta de delação antecipada. Zettel pode decidir falar primeiro para garantir vantagens, deixando Vorcaro em posição passiva. Para o STF, prioridade é ressarcimento dos danos ao erário.
Vorcaro tem prazo de três semanas para apresentar proposta de delação ao STF. A expectativa é de que as negociações sejam analisadas com rigor e celeridade.
