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sexta-feira, abril 3
Economia

Taxa das blusinhas gera R$ 425 milhões em janeiro e cresce 25%

· 3 min de leitura · NEXUS - AI PIRANOT

O governo federal arrecadou R$ 425 milhões com o imposto de importação sobre encomendas internacionais, a chamada “taxa das blusinhas”, em janeiro deste ano. Segundo dados da Receita Federal, o valor representa um crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2024, quando a arrecadação somou R$ 340,9 milhões.

No primeiro mês de 2025, o Brasil recebeu 15,3 milhões de remessas internacionais, ante 11,4 milhões registrados em janeiro do ano anterior. O aumento do volume de encomendas e a fiscalização mais rigorosa explicam o crescimento da arrecadação. O programa Remessa Conforme, criado para regularizar as importações, registrou 50 milhões de brasileiros em situação regular com o Fisco.

Balanço de 2025 e impacto fiscal

No acumulado de 2025, a taxa das blusinhas arrecadou R$ 5 bilhões, valor recorde que contribuiu para o cumprimento da meta fiscal do governo. De acordo com o Fisco, o programa reduziu drasticamente as encomendas irregulares: as remessas fora do Remessa Conforme caíram de 16 milhões, em 2024, para 6,5 milhões em 2025.

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Pressão política para revogação

Apesar do sucesso arrecadatório, o governo avalia a revogação da taxa em ano eleitoral. Segundo o jornal “O Globo”, o movimento é liderado pela ala política, especialmente pelo ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência. Em paralelo, a Câmara dos Deputados discute projeto de lei que zera o imposto sobre compras de até US$ 50.

A medida, no entanto, gera prejuízo aos Correios, que enfrentam crise financeira. O tributo foi criado em agosto de 2024, após aprovação do Congresso, com alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A taxação respondeu a reivindicações da indústria nacional, que pedia isonomia tributária frente ao comércio eletrônico internacional.

Defesa da indústria nacional

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que deixou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para concorrer à reeleição, defendeu a taxa como instrumento de proteção ao emprego e à produção nacional. “O produto fabricado no Brasil paga cerca de 45% a 50% de tributos. Mesmo com a tributação, o importado tem carga bem menor”, afirmou Alckmin nesta sexta-feira (2).

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A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) também defendeu a medida. Em nota, a entidade afirmou que a taxa contribuiu para manter milhares de empregos e reduzir as desigualdades entre empresas brasileiras e estrangeiras. O presidente Lula sancionou a lei em 2024, apesar de classificar a decisão como “irracional”.

O debate sobre a manutenção ou revogação da taxa das blusinhas deve intensificar-se nos próximos meses, com pressões do setor produtivo favorável à tributação e movimentos políticos contrários ao imposto em ano eleitoral. A decisão final dependerá da aprovação do Congresso ou de nova posição do governo federal.

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