
Cerca de 1,5 mil servidores municipais se reuniram na noite de ontem (23), nas ruas do centro de Piracicaba para recusar, em assembléia do Sindicado dos Servidores Municipais de Piracicaba, a proposta da Prefeitura de Piracicaba para dissidio neste ano. A categoria conta com oito mil trabalhadores no município.
O ato, conforme informamos anteontem (22), estava agendado para às 18 horas na Rua Ipiranga, sede do sindicato. O número de participantes surpreendeu e serviu como alerta aos governantes.
Os servidores querem aumento 5,08% e abono de R$ 100 para corrigir os salários que foram corruídos pela inflação. A Prefeitura alega que o díssidio causaria um impacto de R$ 30 milhões aos cofres públicos elevendo a previsão de déficit para quase R$ 100 milhões, porém diz estar aberta ao dálogo e negociação.
Após a voação da proposta, apresentada na última semana, houve uma caminhada até a Câmara Municipal de Vereadores, onde ocorreria sessão ordinária. No local houve cobrança para que o Legislativo acompanhe a negociação e conversa com alguns parlamentares. Dois deles foram vaiados ao defender o Poder Executivo.
Parte dos servidores ameaçam fazer greve caso o aumento não seja dado. Outra parte aguarda o avançar da negociação entre o sindicato e o prefeito Barjas Negri.
O Executivo deve se pronunciar sobre o ato de ontem ao longo desta sexta-feira.