
De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, três pessoas morreram em São Paulo por reação à vacina da febre amarela em 2017.
Apesar de as mortes ainda estarem sendo investigadas, o órgão reforça a tese de que a vacina deve ser tomada apenas por pessoas que moram em áreas onde o vírus circula. Ou por pessoas que se deslocarão a locais onde o vírus circula.
Agora, com a chegada do Carnaval, atenção redobrada: caso você vá viajar a uma das cidades de risco, tome a vacina.
Mortes
Das mortes computadas, todos eram adultos com menos de 60 anos e sem registro de doenças prévias.
Um dos falecidos era morador de Perus, bairro da zona norte de SP; o outro, uma pessoa que residia em Franco da Rocha.
A terceira morte ocorreu em fevereiro de 2017 e a pessoa morava em Matão.
Mais seis mortes estão sendo investigadas.
Ainda segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, 81 pessoas tiveram febre amarela desde janeiro do ano passado. Desse número, 36 morreram em decorrência da doença.
Por que ocorre reação à vacina?
A vacina da febre amarela nada mais é do que o vírus atenuado. Assim que a injeção é recebida, dá-se início à produção de anticorpos contra a doença.
Como, numa explicação mais clara, a pessoa será de fato exposta ao vírus através da vacina, recomenda-se que só aqueles que de fato necessitem a tomem.
Ainda segundo a Secretaria de Estado da Saúde, “em locais urbanos onde não há exposição à febre amarela, não há motivo para expor a população a um risco desnecessário”.
Piracicaba é uma dessas cidades, posto que, até o momento, não houve por aqui nenhum registro de morte relacionada à doença.
Vacinação em Piracicaba:
Só deve tomar a vacina, em Piracicaba, quem residir em áreas rurais ou quem for viajar a locais de risco.
Por aqui, a dose da vacina continua sendo de 0,5 ml, por via subcutânea e válida para a vida toda.
O fracionamento da vacina — que está está ocorrendo em cidades próximas àquelas que ocorreram as mortes — é uma estratégia de prevenção contra a possibilidade de uma epidemia, visto que a vacina fracionada protege a população por um período de, no mínimo, 8 anos. Através do fracionamento, possibilita-se a imunização de toda a população desses municípios.
Vale lembrar: como Piracicaba está fora das áreas endêmicas, não há necessidade de vacinação em massa. Isso torna-se o fracionamento necessário também aqui no município.
Outro ponto a se observar: como Piracicaba não está na lista das cidades que receberão a vacina fracionada, não há nenhuma previsão de campanha por aqui.
O PIRANOT / PORJUCA tem mais notícias. Para continuar lendo, clique aqui para acessar a nossa capa.
E não se esqueça também de baixar aqui o nosso aplicativo em seu celular para receber notícias importantes da cidade em tempo real.






