A Prefeitura de anunciou o desejo de implantar um memorial afro-brasileiro na Praça Dr Jorge Tibiriçá, em homenagem aos africanos que foram escravizados e sepultados ali. O projeto é um desejo antigo da comunidade negra de Piracicaba.

A discussão de como o projeto poderia ser executado se deu na sexta-feira (11), por volta das 09 horas, numa reunião envolvendo José Machado Menten (titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento do Meio Ambiente), o engenheiro Márcio Antonio Maruco, Noedi Monteiro (historiador e professor) e Martim Vieira (jornalista da Câmara de Vereadores de Piracicaba). O advogado Antonio Messias Galdino, assessor de gabinete do vereador Capitão Gomes, também compareceu à reunião.
Na reunião foi deliberado a constituição de uma comissão técnica para escolher a melhor iniciativa que possa contemplar as partes, não só envolvendo a comunidade negra do município, mas respeitando também o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural (Codepac) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), em função do tombamento da Escola Estadual Moraes Barros, estabelecida na praça desde o ano de 1904.
Se tudo der certo, o memorial afro-brasileiro será instalado na esquina da Rua do Rosário com a 13 de Maio, área central da cidade.
Outro ponto que conspira a favor do projeto é a indicação 527/2018, responsável em sugerir tal iniciativa ao Executivo.
O memorial tem a função não só de promover uma lembrança aos negros da cidade, mas também de celebrar os 130 anos da Lei Áurea, promulgada em 1888 pela princesa Isabel, com o objetivo de libertar os africanos escravizados no país.
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