Em decorrência do protesto dos caminhoneiros, muitos postos de combustíveis daqui de Piracicaba já anunciaram falta de combustível.
No posto de combustível do Pão de Açúcar, já está faltando gasolina. No Posto Ipiranga (Av Independência), só há diesel — dependendo da demanda, pode ser que o diesel ainda acabe hoje. No Gianna Combustíveis (Av Armando Césare Dedini), há gasolina, etanol e diesel (só para hoje). Foi comentado também que alguns clientes já passaram por seis postos de combustíveis da cidade e não encontraram mais nada. No Posto do Trevo (Av Piracicamirim), por enquanto só há diesel — etanol e gasolina já acabou. O PIRANOT tentou contato com outros postos de combustíveis da cidade, porém não obteve resultado.
O transporte público também está se adaptando a isso.
Em São Paulo, por exemplo, 40% dos ônibus estão parados. Por conta disso, o rodízio de veículos foi suspenso na capital paulista nesta quinta-feira. Em Campinas, a situação está semelhante. A cidade entrou no segundo dia com frota de ônibus reduzida em 40% devido ao protesto dos caminhoneiros. Aqui em Piracicaba, a situação está normal por ora. Em nota, a Via Ágil comentou que “na tarde de ontem chegou um caminhão de combustível na empresa, porém para hoje (24) não há previsão de chegada. No momento, a frota opera normalmente, mas a equipe de logística da Via Ágil já estuda a possibilidade de um planejamento diferenciado para as próximas horas caso a situação não se normalize.”
Protesto dos caminhoneiros
Ariovaldo Junior, diretor do Sindicam (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens ou Transportadores Rodoviários de Cargas Geral), saiu de Ourinhos e veio até Piracicaba na manhã de ontem (23) para conversar pessoalmente com os caminhoneiros. Segundo ele, o protesto exige (1) a redução do preço do diesel, (2) a não cobrança de pedágios de eixos suspensos, (3) aprovação do piso do frete e (4) aprovação do marco regulatório para o transporte de cargas.
“Nós queremos a baixa do diesel e o valor do combustível sendo estipulado mensalmente como era antes. Com todo esse aumento diário, não há planilha que aguente!”, comentou Ariovaldo. “Antes de fazer uma viagem, o caminhoneiro planeja tudo. Ele sabe quantos pedágios vai pegar, ele sabe que terá um gasto X com o caminhão e sabe também quanto de dinheiro vai sobrar na mão dele. Então quando ele faz um cálculo levando em conta que o diesel está R$ 3 reais, mas, ao chegar no posto, encontra o diesel por R$ 4 reais, isso significa que ele saiu perdendo. Significa que o caminhoneiro está trabalhando de graça. Nós queremos acabar com isso”.
Ele disse também que o protesto só vai acabar quando a situação for resolvida e as reivindicações atendidas.

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