De janeiro a agosto deste ano, 188 casos de Febre Maculosa Brasileira foram notificados em Piracicaba, sendo que, deste número, nove foram confirmados e seis evoluíram a óbito. Esses dados são de profissionais que se reuniram na ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) para debater e trocar experiências acerca da doença.

O encontro desses profissionais ocorreu por iniciativa do Grupo de Vigilância Epidemiológica XX (Piracicaba) e da Superintendência de Controle de Endemias (Regional de Campinas), ambos da Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a Comissão de Prevenção e Controle da Febre Maculosa da ESALQ. O encontro foi uma reunião de capacitação entre agentes das unidades de Pronto Atendimento, Hospitais e Atenção Básica de Piracicaba.
Segundo os organizadores, a Febre Maculosa Brasileira ocorre na região de Piracicaba desde o ano de 2000. Entre janeiro de 2010 e agosto de 2018, foram notificados 2,048 casos na região do Grupo de Vigilância Epidemiológica de Piracicaba; desse número, 116 casos foram confirmados. De janeiro a agosto de 2018, mais nove casos foram confirmados e seis evoluíram a óbito. Nesta região, o maior número de casos confirmados e de óbitos ocorreram no segundo semestre do ano, com pico em outubro.
Esses encontros de capacitação ocorrem todos os anos na ESALQ, sempre no mês de agosto, e busca reunir profissionais da saúde para uma troca salutar de experiências. Trocando ideias e informações, o enfrentamento da doença acaba ficando mais forte.
No fim do encontro, o que mais chamou atenção dos participantes não foi o número de casos confirmados, mas a alta letalidade da doença.
Febre Maculosa Brasileira
A doença é transmitida pelo carrapato-estrela, muito comum no Estado de São Paulo, atacando diversos hospedeiros, entre eles homens, cavalos e capivaras.






