O vereador Chico Roncato ocupou a tribuna da Câmara de Vereadores de Piracicaba, na quinta-feira passada (13), para criticar a Prefeitura pela pouca divulgação da medida que afetou centenas de concessionários de sepulturas do Cemitério Municipal da Vila Rezende.

Publicado no Diário Oficial do município em abril do ano passado, o chamamento dava 60 dias para que proprietários de 769 jazigos manifestassem interesse na manutenção das sepulturas e, a partir disso, mais 90 dias para que fossem feitas as reformas. Segundo a administração do cemitério, esses 769 jazigos estariam “abandonados” ou “em estado de abandono”. O vereador disse que várias pessoas ficaram sem tomar conhecimento do chamamento.
“A pergunta que fica é: Diário Oficial do município? Muita gente não sabe nem que existe Diário Oficial!”, criticou Chico Roncato. “Eu não estou aqui para questionar as leis, mas para questionar a maneira como essas pessoas foram convocadas. Nem nós, vereadores, recebemos o Diário Oficial em nosso gabinete! Deveriam fazer chamamento em jornais da cidade ou veicular nas rádios, mas nem isso estão fazendo! Mais uma vez erraram”.
No dia 14 de setembro, o Jornal PIRANOT publicou uma reportagem onde uma família denunciava o Cemitério da Vila Rezende, em Piracicaba, por ter vendido seu túmulo e feito a remoção dos restos mortais. A reportagem completa pode ser lida aqui.
“[A família vai até lá e descobre que os restos mortais] já foram colocados em saco de lixo e levados ao ossário municipal. Eu fico indignado, porque, no meu entender, esses restos mortais que estão nos cemitérios fizeram parte da história da cidade e deveriam ser tratados com mais respeito. É impossível não localizar as famílias que não foram avisadas desse procedimento. Eu quero deixar minha indignação e me solidarizar com essas pessoas que estão sendo lesadas, já que a sepultura é perpétua”, finalizou o vereador.
Apoio
Chico Roncato recebeu apoio de diversos colegas da Câmara. O vereador Marcos Abdala, por exemplo, também disse ter recebido “reclamações de famílias que entraram na Justiça por não terem sido avisadas e que perderam o túmulo para outras pessoas”.
Já Laércio Trevisan ressaltou a “falta de administração e planejamento” da Prefeitura e comentou que um amigo também o procurou, pois haviam vendido um túmulo que era dele. “É lamentável”, criticou o parlamentar.






