Tenente-Coronel Willians Cerqueira: “Não podemos pensar que estamos excelentes, precisamos sempre melhorar”

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Filho de Vilians Aparecido Martins e de Oneide Cerqueira Leite Martins, o tenente-coronel Willians de Cerqueira Leite Martins iniciou seus estudos na Academia da Polícia Militar do Barro Branco, onde formou-se bacharel. De lá para cá, não parou e angariou cada vez mais conquistas dentro da PM.

A gestão do tenente-coronel à frente do 10º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior) tem conquistado cada vez mais bons resultados, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo. O desempenho rendeu, inclusive, o grau Bronze do Prêmio Polícia Militar de Qualidade, concedido ao batalhão pelo Estado. Nesta entrevista concedida ao jornalista Rafael Fioravanti, do Jornal PIRANOT, o tenente-coronel Willians de Cerqueira Leite Martins fala um pouco mais sobre sua vida e sobre a atuação da PM no município.

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Foto: Wagner Romano / Jornal PIRANOT

Primeiramente, gostaria que o senhor fizesse um breve resumo de sua carreira na Polícia Militar.
Eu ingressei na Polícia Militar em 1987, prestando concurso para a Academia Militar do Barro Branco. Foram cinco anos e oito meses de formação acadêmica na Academia, e, posteriormente, acabei indo trabalhar no 23º Batalhão de Polícia Militar na zona oeste da capital. Depois trabalhei ainda alguns anos na Polícia Militar Rodoviária em vários pontos do Estado. Só comecei a atuar aqui na região de Piracicaba em 2007, especialmente no CPI/9 do próprio município. Trabalhei na área de coordenação operacional, e agora estou no comando do Batalhão de Polícia Militar de Piracicaba que envolve 11 municípios, sendo Piracicaba o maior deles.

E quanto à sua formação acadêmica?
Tenho mestrado e doutorado no Centro de Altos Estudos de Segurança da Polícia Militar, e na Academia Militar do Barro Branco. Tenho também graduação em Direito e pós-graduação em jornalismo, administração da qualidade e Polícia Comunitária.

Como foram seus anos na Academia Militar do Barro Branco?
Barro Branco é um excelente centro de formação e possui várias matérias, entre elas administração, direito, psicologia, ciências da área policial, etc. O centro permite com que nós evoluamos em várias áreas. Posteriormente, os alunos ainda podem complementar seus estudos com base na formação de cada pessoa que ali se forma.

Em 2016, o senhor recebeu o título de Cidadão Piracicabano. Em sua opinião, a que se deve esse reconhecimento?
Se deve ao reconhecimento da sociedade pelo trabalho da Polícia Militar. Eu costumo dizer que o título não é meu, mas de cada policial que serve no Batalhão. Eu apenas represento esses policiais.

Desde que o senhor assumiu, houve muitos números positivos no combate à criminalidade. Como o senhor busca diminuir esses números aqui no município?
Nós estamos com queda nos números já há alguns anos, isso já foi identificado pela política de qualidade. Os números diminuíram bastante para furto e roubo de veículos, letalidade violenta e roubos. Nós temos centrado nosso foco em diminuir tudo isso e temos conseguido. Porém não se trata apenas de uma ação da Polícia Militar, mas de uma ação integrada entre todo o município e região. Citarei aqui alguns parceiros: temos a Guarda Municipal, a Polícia Civil, a Polícia Federal, além do Poder Executivo Municipal e do Poder Legislativo Municipal, ambos bastante atuantes. Temos também algumas instituições, como a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) e a Funseg (Fundo de Segurança de Piracicaba), que também atuam para que consigamos bons resultados. Um exemplo para esses bons resultados é a parceria que nós temos com a Prefeitura e o convênio com a Secretaria de Trânsito do município. Diferente de outros locais, os agentes de trânsito daqui de Piracicaba autuam as multas, assim como a Polícia Militar e a Guarda Municipal. É muito importante que todos ajudem na fiscalização, e uma coisa que percebemos é nem todos os outros municípios possuem esse convênio. Aqui em Piracicaba, essa integração entre todos nos dá um resultado muito positivo.

Foto: Wagner Romano / Jornal PIRANOT

Na opinião do senhor, qual o principal problema do município atualmente?
O nosso município tem características muito positivas, tem potencial para crescimento e desenvolvimento. O desafio é de termos postura para desenvolver a educação do cidadão para que ele consiga se integrar numa política de colaboração com o poder público em várias áreas. Na área de segurança, o cidadão deve ser mais colaborativo no sentido de não se colocar em situação de risco. Por exemplo: nunca ostentar um celular em via pública, afinal, ele pode ser vítima de um roubo. Se precavendo ele também estará colaborando conosco. O cidadão também pode participar de um programa de “Vizinhança Solidária”, no qual, em determinados bairros, os vizinhos se conversam e ajudam a olhar a rua e residência um do outro, denunciando qualquer possível problema que venha a ocorrer. Isso é diferente daquela vizinhança no qual as pessoas não conversam. Se o bandido perceber que determinada região é preservada, teremos um resultado melhor. O cidadão deve também participar sempre dos Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança). Ter conhecimento do Disque Denúncia — se for algo emergencial, disque 190; se for denúncia de pontos de droga, disque 181 — os dados não são revelados e a preservação do denunciante sempre será feita.

Isso é um ponto interessante, até porque a Polícia Militar, ao contrário do que muita gente pensa, não age apenas no combate. A PM faz também um trabalho de prevenção…
Sim. A missão constitucional da PM é preservar a ordem pública. E esse conceito é muito mais amplo do que apenas manter a ordem pública. Essa preservação nada mais é do que prevenção. Caso ocorra quebra da ordem, devemos restituir essa ordem. Trabalhar bem na prevenção é o nosso principal objetivo.

E agora a Polícia Militar de Piracicaba também recebeu novas viaturas. Elas serão utilizadas em quais funções dentro do trabalho da PM?
Nós trabalhamos com programas de policiamento. O carro-chefe é o 190, que é o atendimento das ligações que são feitas em nosso Copom (Central de Operações). Porém temos ainda as Rondas Escolares, policiamento comunitário, a Força Tática, a Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) e a Patrulha Rural. Tudo isso são modalidades de policiamento responsáveis por atender demandas específicas. O conjunto todo atuando permite uma rápida resposta de acordo com cada demanda.

O trabalho da Polícia Militar nas ruas é fantástico. Porém, se o senhor pudesse fazer uma auto crítica, o que ainda teria que ser melhorado?
Nós não podemos pensar que estamos excelentes, precisamos sempre melhorar. O desafio é treinar e capacitar nossos homens e mulheres com continuidade. Continuidade no treinamento e instrução é fundamental para que tenhamos o mínimo possível de não conformidades. O desafio é treinar sempre.

Recentemente, o senhor participou de um curso na China. Poderia nos contar um pouco mais sobre isso?
Sim, recentemente participei de um curso de aprimoramento na China. Esses cursos faz com que tenhamos visões de várias países para que boas ideias possam ser trazidas a nossa região e à Polícia Militar. Nós temos cerca de 150 mil chineses em São Paulo, então esse intercâmbio também visa uma aproximação das comunidades; permite com que nos comuniquemos com todos os grupos e etnias. A Polícia Militar tem essa vocação de se relacionar e atender a todos. E quanto melhor for a qualidade da comunicação, melhor será a confiança e os resultados na segurança. Essa é a essência do policiamento comunitário na prática. Saber ouvir as pessoas e entendê-las para que possamos atendê-las.

Foto: Wagner Romano / Jornal PIRANOT
Wagner Romano/Jornal Piranot

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