Para Conmebol será uma vitória ter quatro cabeças de potes para o Mundial de 2014

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Ao manter o ranking para definir os cabeças de chave da Copa-2014, a Fifa agradou a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

Isso porque abriu a possibilidade de a América do Sul, que vai receber um Mundial após 36 anos, ter quatro seleções no pote 1, ou seja, metade dos cabeças de chave no sorteio que será realizado no dia 6 de dezembro, na Bahia.

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Se a entidade usasse o sistema da Copa-2006, como havia a possibilidade, com peso entre ranking e campanhas recentes em Mundiais, os europeus teriam ao menos cinco seleções entre os oito cabeças, como tradição.

Desde 1998, quando a Copa passou a ter 32 equipes e oito grupos, somente em 2002, quando havia dois cabeças de países-sedes (Coreia do Sul e Japão) a Europa não teve maioria no pote 1.

O presidente da Uefa, o francês Michel Platini, é provável candidato à eleição para presidência da Fifa, em 2015. O atual comandante, o suíço Joseph Blatter, pode concorrer ou indicar um candidato contra Platini.

Os votos são dos 209 filiados, mas é comum os países votarem em bloco, orientados por suas confederações. Daí a importância de manter boas relações com os sul-americanos da Conmebol.

Em setembro, a Fifa informou que poderia não utilizar o ranking. A Folha apurou que a tendência era essa porque a presença de Colômbia e Bélgica como cabeças de chave pode, na contramão dos “grupos da morte”, formar chaves mais fracas.

Sedes menores da Copa, como Manaus e Cuiabá, têm procura por ingresso pequena e esperam receber ao menos um jogo de seleção importante para aumentar a demanda e, consequentemente, o número de turistas que devem visitá-las. Com Colômbia e Bélgica no páreo, essas capitais têm chance de receberem jogos menores.

NEGOCIAÇÃO

Membro do Comitê-Executivo da Fifa, Marco Polo Del Nero, vice-presidente da CBF, disse que não se discutiu nome de seleções nas reuniões em Zurique. Segundo ele, buscou-se uma regra justa.

De acordo com o comunicado da Fifa, se fosse usado o ranking de novembro algumas seleções, como as que disputarão a repescagem para a Copa, teriam mais jogos que outras e poderiam subir no ranking.

Na entrevista para divulgar o balanço da reunião do Comitê-Executivo, pouco se falou da Copa-2014. Pressionado pela imprensa europeia, Blatter teve de responder sobre o Mundial de 2022 no Qatar, que sofre com denúncias.

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