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Editorial

Como usamos IA

O que a IA faz e o que não faz aqui.

Atualizado em 08/04/2026 5 min de leitura
Última atualização: 08/04/2026 às 17:24

Vamos ser diretos

O PIRANOT usa inteligência artificial na produção de conteúdo jornalístico. Não como experimento, não como curiosidade — como parte real do fluxo de trabalho da redação. Achamos que você merece saber exatamente como.

A maioria dos veículos que usam IA prefere minimizar esse fato ou escondê-lo atrás de termos vagos. Não é o nosso caso. Se vamos cobrar transparência de governos e instituições, precisamos praticá-la também.

1. Sim, a IA gera matérias

Parte das matérias publicadas no PIRANOT é produzida com o auxílio direto de inteligência artificial. Isso inclui:

  • Redação de textos noticiosos: A IA redige matérias a partir de dados, notas oficiais, boletins de ocorrência e informações apuradas pela equipe. Ela escreve o texto. Um humano define a pauta, fornece as informações, revisa o resultado e decide se publica.
  • Resultados de loterias e dados estruturados: Matérias baseadas em dados repetitivos (loterias, cotações, resultados) são geradas por IA com formatação padronizada.
  • Cobertura factual de alto volume: Quando há muitas notícias factuais para cobrir (acidentes, operações policiais, notas oficiais), a IA ajuda a redigir textos que seriam impossíveis de produzir na velocidade necessária com a equipe disponível.

Em todos esses casos, o conteúdo passa por supervisão humana antes da publicação. A IA não publica sozinha.

2. O que a IA faz além de redigir

Transcrição

Entrevistas, pronunciamentos e coletivas são transcritas automaticamente por IA. O jornalista revisa antes de usar.

Sugestão de pautas

Ferramentas de IA identificam tendências e assuntos em alta. A decisão sobre o que cobrir é da equipe editorial — a IA sugere, não decide.

Organização de dados

Em reportagens com volumes grandes de informação (dados públicos, estatísticas, documentos), a IA ajuda a organizar e formatar.

Tradução

Conteúdo em outros idiomas é traduzido por IA e revisado por humanos.

Infraestrutura e código

A IA também participa do desenvolvimento técnico do portal — manutenção de sistemas, automações e ferramentas internas da redação.

3. O que a IA não faz

  • Não decide o que publicar. A pauta, o ângulo e a decisão de publicação são humanos.
  • Não apura. A IA não liga para fontes, não vai a campo, não verifica documentos. Isso é trabalho de jornalista.
  • Não publica sozinha. Nenhuma matéria vai ao ar sem que um humano revise e aprove.
  • Não fabrica imagens. Não usamos IA para criar fotos falsas ou enganosas. Quando usamos imagens geradas por IA (ilustrações, por exemplo), identificamos.
  • Não substitui a redação. A IA é uma ferramenta da equipe, não uma substituta. Ela amplia a capacidade de produção, não elimina jornalistas.

4. Por que usamos IA

Porque é a realidade. Um portal de notícias com cobertura nacional, operando 24 horas, precisa de ferramentas que ampliem a capacidade da equipe. A IA permite que jornalistas gastem menos tempo em tarefas mecânicas (transcrever, formatar, redigir notas simples) e mais tempo em apuração, investigação e análise.

Não temos vergonha disso. Temos é responsabilidade sobre como fazemos.

5. Supervisão humana

Todo conteúdo que passa por IA segue um fluxo de controle:

  1. Definição humana: um editor ou jornalista define a pauta, o ângulo e as fontes.
  2. Produção assistida: a IA gera um rascunho ou auxilia na redação.
  3. Revisão editorial: o texto é revisado por um jornalista — checagem de fatos, tom, precisão, contexto.
  4. Aprovação e publicação: um editor aprova a versão final.

Se a IA erra — e ela erra —, o humano corrige antes de publicar. Se um erro passa, corrigimos publicamente, como fazemos com qualquer erro jornalístico.

6. Identificação

Estamos implementando um sistema de identificação progressiva:

  • Matérias com participação relevante de IA recebem indicação no texto.
  • Imagens geradas ou editadas por IA são identificadas na legenda.
  • O selo exato e o formato de identificação estão em evolução — preferimos ser honestos sobre o processo do que criar um selo bonito que não diga nada.

7. Riscos que reconhecemos

Erros factuais: IA pode gerar informações incorretas com aparência convincente. Por isso a revisão humana não é opcional — é obrigatória.

Vieses: Modelos de linguagem reproduzem preconceitos presentes nos dados de treinamento. A revisão editorial precisa ser crítica, não apenas gramatical.

Dependência: Quanto mais usamos IA, maior o risco de perder capacidade editorial própria. Monitoramos isso. A IA amplia a equipe, não a substitui.

Credibilidade: Se o leitor não sabe que uma matéria teve participação de IA, pode se sentir enganado. Esta página existe para evitar isso.

8. Nosso compromisso

Vamos continuar usando IA. E vamos continuar sendo transparentes sobre isso. Se a forma como usamos mudar — e vai mudar, porque a tecnologia evolui rápido —, atualizamos esta página.

Jornalismo é sobre confiança. E confiança se constrói dizendo a verdade, mesmo quando seria mais fácil omitir.

Dúvidas ou críticas

Se você discorda de como usamos IA, ou tem dúvidas sobre uma matéria específica, escreva para redacao@piranot.com.br. Levamos a sério.