O que a IA faz e o que não faz aqui.
O PIRANOT usa inteligência artificial na produção de conteúdo jornalístico. Não como experimento, não como curiosidade — como parte real do fluxo de trabalho da redação. Achamos que você merece saber exatamente como.
A maioria dos veículos que usam IA prefere minimizar esse fato ou escondê-lo atrás de termos vagos. Não é o nosso caso. Se vamos cobrar transparência de governos e instituições, precisamos praticá-la também.
Parte das matérias publicadas no PIRANOT é produzida com o auxílio direto de inteligência artificial. Isso inclui:
Em todos esses casos, o conteúdo passa por supervisão humana antes da publicação. A IA não publica sozinha.
Entrevistas, pronunciamentos e coletivas são transcritas automaticamente por IA. O jornalista revisa antes de usar.
Ferramentas de IA identificam tendências e assuntos em alta. A decisão sobre o que cobrir é da equipe editorial — a IA sugere, não decide.
Em reportagens com volumes grandes de informação (dados públicos, estatísticas, documentos), a IA ajuda a organizar e formatar.
Conteúdo em outros idiomas é traduzido por IA e revisado por humanos.
A IA também participa do desenvolvimento técnico do portal — manutenção de sistemas, automações e ferramentas internas da redação.
Porque é a realidade. Um portal de notícias com cobertura nacional, operando 24 horas, precisa de ferramentas que ampliem a capacidade da equipe. A IA permite que jornalistas gastem menos tempo em tarefas mecânicas (transcrever, formatar, redigir notas simples) e mais tempo em apuração, investigação e análise.
Não temos vergonha disso. Temos é responsabilidade sobre como fazemos.
Todo conteúdo que passa por IA segue um fluxo de controle:
Se a IA erra — e ela erra —, o humano corrige antes de publicar. Se um erro passa, corrigimos publicamente, como fazemos com qualquer erro jornalístico.
Estamos implementando um sistema de identificação progressiva:
Erros factuais: IA pode gerar informações incorretas com aparência convincente. Por isso a revisão humana não é opcional — é obrigatória.
Vieses: Modelos de linguagem reproduzem preconceitos presentes nos dados de treinamento. A revisão editorial precisa ser crítica, não apenas gramatical.
Dependência: Quanto mais usamos IA, maior o risco de perder capacidade editorial própria. Monitoramos isso. A IA amplia a equipe, não a substitui.
Credibilidade: Se o leitor não sabe que uma matéria teve participação de IA, pode se sentir enganado. Esta página existe para evitar isso.
Vamos continuar usando IA. E vamos continuar sendo transparentes sobre isso. Se a forma como usamos mudar — e vai mudar, porque a tecnologia evolui rápido —, atualizamos esta página.
Jornalismo é sobre confiança. E confiança se constrói dizendo a verdade, mesmo quando seria mais fácil omitir.
Se você discorda de como usamos IA, ou tem dúvidas sobre uma matéria específica, escreva para redacao@piranot.com.br. Levamos a sério.