A Justiça de Piracicaba ouve até hoje algumas pessoas acusadas de participar de um esquema de tráfico de drogas internacional investigado pelos governos brasileiro e americano desde o ano passado. O lucro era usado, segundo o Ministério Público Federal (MPF), para financiar o grupo terrorista Hezbollah.
Segundo denúncia, investigações foram iniciadas em 2014 após pedido de cooperação da agência antidrogas do governo dos Estados Unidos para a Coordenação-Geral da Polícia de Repressão a Entorpecentes do Departamento da Polícia Federal, no Brasil.
O esquema funcionava da seguinte forma: A droga era transportada do Paraguai para a região de Rio Claro onde era refinada, embalada e transportada em meio a porcelanatos até o porto de Santos onde era distribuída para o mundo.
Em uma das conversas interceptadas pela polícia, 1.180,300 quilos de cocaína foram apreendidos em uma Estrada Velha que liga Rio Claro à Ipeuna, também ano passado.
O MPF pede a condenação de diversas pessoas, entre elas estão dois rio-clarenses, brasileiros e libaneses subordinados ao partido islâmico. 15 pessoas foram presas e vem sendo ouvidas em Piracicaba pela justiça até esta sexta-feira.
A Polícia Federal investiga a parte como funcionava a ligação do tráfico internacional com o financiamento do partido islâmico. Essa parte deve ser julgada em outra ocasião.
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