quinta-feira, março 5
Foto: Fabrice Desmonts / Câmara

O presidente da Câmara de Vereadores Municipal de Piracicaba, Matheus Erler (foto), determinou à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar e à Comissão de Sindicância, trabalhos ininterruptos a fim de apurar uma denúncia contra a diretora administrativa Kátia Garcia Mesquita. Ela teria fraudado notas fiscais.

A denúncia é investigada pelo Ministério Público desde o ano passado com sígilo, porém foi noticiada recentemente por um programa de rádio que possíveis provas teriam confirmado a suspeita de desvio de dinheiro público. “A Câmara de Vereadores não foi notificada até ontem, 6 de setembro, sobre a investigação criminal. A informação foi levada à imprensa local antes de chegar ao Legislativo”, disse o presidente.

Até o momento o que se sabe é que os donos das possíveis notas fiscais teriam alegado para o Ministério Público que não teriam emitido as mesmas. Eles seriam ex-funcionários do legislativo.

Segundo o presidente, foi determinado pela presidência que todas as informações fossem fornecidas sempre ao Ministério Público que tem seu papel fundamental de fiscalização da Administração Pública. “Nossa convicção é que não há má fé e nenhum comportamento inadequado da diretora Kátia, que está à frente do departamento administrativo por anos e há 28 anos de poder publico”, afirmou.

Para o presidente, a exposição pública e o questionamento da moral da servidora requerem da presidência, da Mesa Diretora e de todos os vereadores uma apuração minuciosa. “Nenhum cidadão deve ficar à mercê de ilações. Se há fatos, serão apurados. Se houver crime. Será punido. Se não houver, daremos todo apoio para que se restabeleça a verdade e a moral pública da servidora”.

COMISSÃO DE ÉTICA – Após a denúncia contra Kátia Mesquita, servidores da Casa se mobilizaram num abaixo-assinado à Mesa Diretora, solicitando providências no sentido de que a diretora tivesse um fórum de defesa, visto que não poderia ocupar a Tribuna para contrapor ao vereador.

Com o manifesto, a Mesa Diretora determinou à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar a abertura de investigação, apuração dos fatos, coleta de depoimentos e conclusão.

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