Em entrevista exclusiva ao jornalista Júnior Cardoso do PIRANOT / PORJUCA, transmitida ao vivo pelo grupo de interação do jornal no Facebook, o secretário Jose Moacir do Sindicato da Alimentação, que representa os trabalhadores da Mondelez Internacional, antiga Nabisco e Kraft, deu detalhes de como fica, a partir de agora, a situação das vítimas do fechamento da fábrica de Piracicaba.

De acordo com o secretário, o sindicato foi pego de surpresa. “Fomos avisados de última hora e ficamos revoltados. Depois de décadas lucrando alto aqui, em um momento de crise, decidem ir embora para um lugar que vai cobrar menos impostos. É revoltante”, falou.
Após ser avisados sobre o fechamento da fábrica, inicialmente previsto para agosto, o Sindicato da Alimentação fez exigências. “Primeiramente conseguimos prolongar o processo e as demissões até dezembro. Conseguimos ainda benefícios aos demitidos: 30% a mais por cada ano de trabalho e seis meses a mais, após a demissão, de convênio médico e cesta básica”, falou.
Para tentar promover a recolocação no mercado de trabalho, o sindicato solicitou que a empresa ofereça aos colaboradores cursos profissionalizantes em diversas áreas.
O anúncio de fechamento
Os trabalhadores da Mondelez foram avisados, em uma assembléia geral nesta manhã (01), sobre a decisão de fechar a fábrica de Piracicaba que produz Trakinas, ClubSocial e Belvitta. “Os funcionários ficaram em choque, consternados, porque há anos havia um boato de que a fábrica iria embora, mas nunca estamos preparados para isso. O impacto econômico para Piracicaba será enorme”, disse o secretário.
Os trabalhadores
Segundo o Sindicato da Alimentação, a Mondelez informou que conta hoje com 722 trabalhadores diretos em Piracicaba. “Eu não sei informar quantos são os indiretos, mas geralmente é bem mais que os diretos. Eles, no caso, são representados por outros sindicatos”, disse.
Apoio politico
O secretário informou ainda ao PIRANOT que tem esperança de que a fábrica desista de deixar Piracicaba. “Estamos lutando. Entramos em contato com os políticos, entre eles o José Luiz Ribeiro, da Secretaria Estadual de Trabalho e Renda, para que, junto ao governador e demais autoridades, possam interceder para que a fábrica continue na cidade. Temos uma reunião na segunda-feira. O impacto nestas 722 famílias será muito forte.”
Reverter as demissões
Questionado por Júnior Cardoso quanto a possibilidade do sindicato proibir a demissão em massa dos trabalhadores, o secretário disse que esta hipótese não é possível.
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