O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou nesta quinta-feira (14) que a Caixa Econômica Federal vai ampliar de três para quatro meses a suspensão da cobrança de financiamento imobiliário, uma das medidas de auxílio para afetados pela crise do novo coronavírus. Ao sair do Palácio da Alvorada, o presidente disse que até o momento 2,3 milhões de pessoas pediram à instituição uma pausa no pagamento das parcelas da casa própria.

“Vi uma notícia na mídia agora e liguei para o Pedro [Guimarães, presidente da Caixa] para saber se era verdadeira. Era mais grave do que tinha lido. Dois milhões e trezentos mil clientes da Caixa que pagam casa própria pediram para pausar o crédito. Ou seja, como regra a Caixa permitiu o atraso até dois meses. A Caixa decidiu prorrogar por mais um mês, para três meses. E nessa prorrogação 2,3 milhões, de um universo de 5 milhões. Ou seja, o pessoal não tem dinheiro para pagar a prestação da casa própria”, declarou o mandatário.
“E o Pedro Guimarães – conversei com ele agora, em comum acordo – diz que vai aumentar para quatro meses. Porque não adianta apenas prorrogar se o elemento que perdeu o emprego, teve o salário reduzido, não tem como pagar prestação da casa própria. O que está sobrando dinheiro para ele está sendo para comida”, concluiu.
Segundo a Caixa, a possibilidade de ampliação da pausa nos pagamentos estará disponível a partir da próxima segunda-feira (18), para os clientes pessoa física que já pediram a suspensão temporária de 90 dias e tiveram a solicitação atendida. Também haverá a possibilidade que clientes que ainda não formalizaram um pedido de postergação o façam, sendo que a pausa total será de 120 dias.
O banco também abriu o benefício para pessoas jurídicas “com o mesmo prazo total de pausa” que tenham financiamentos contratados para produção de empreendimentos ou para a aquisição e construção de imóveis comerciais individuais.
A Caixa informou ainda que, durante o período de suspensão temporário de pagamentos, o cliente não fica isento da incidência de juros, seguros e taxas. Esses encargos serão acrescidos ao saldo devedor do cliente.
O serviço de pausa está disponível, de acordo com a Caixa, para clientes pessoa física que estejam adimplentes ou com até 180 dias em atraso. Também podem acionar o benefício clientes que tenham utilizado o FGTS para quitar parte da prestação.
Para pessoas jurídicas, a pausa está disponível para os que se encontram em dia com seus pagamentos ou com atraso de, no máximo, 60 dias.
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