quinta-feira, março 5

A atriz e apresentadora Ingrid Guimarães, 47, seguiu os mesmos passos do seu colega Paulo Gustavo e cedeu sua conta no Instagram para uma pessoa negra. A atitude foi em prol ao combate do racismo e com objetivo de gerar visibilidade ao debate.

'Ao invés de copiar roupa, cabelo, a gente devia copiar atitudes', diz Ingrid Guimarães
(Bispo/CLAUDIA)

“Eu acho que a partir de agora, ao invés de copiar roupa, cabelo, a gente devia copiar atitudes”, escreveu a humorista em uma publicação. Paulo Gustavo anunciou na quarta-feira (3) que vai ceder seu perfil para a escritora, ativista e colunista da Folha, Djamila Ribeiro, por um mês.

Guimarães escolheu o YouTuber negro Spartakus Santiago para trazer conteúdos a sua conta. “Estou abrindo meu Instagram para ele, que eu já entrevistei, acompanho ha tempos e aprendo muito”, contou a atriz.

“Ele esta no YouTube ha dois anos e meio nos ajudando a entender questões importantes como racismo e LGBTfobia.”

“Queria convidar vocês colegas que tem visibilidade a fazerem o mesmo. Cada um faz do seu jeito e como puder”, finalizou Ingrid Guimarães. A atitude da artista foi bastante elogiada por internautas e artistas, entre elas Sabrina Santo, Preta Gil e Monica Martelli.

“Vou tentar usar esse espaço pra dar visibilidade a vozes super necessárias do movimento negro que eu admiro muito”, contou Spartakus nos comentários da publicação. “Espero que seu público curta esse momento e aproveite ele pra se desconstruir.”

O influenciador digital e publicitário já possuí 162 mil inscritos em seu canal no YouTube, que tem como objetivo analisar e desconstruir a cultura pop. Spartakus também é apresentador do Canal Futura e colunista do GNT e Mídia Ninja.

Na noite desta quinta (4), o YouTuber fez a primeira live com o roteirista Ale Santos em que o tema em questão foi o genocídio negro e eugenia.

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ASSUNTO DO MOMENTO

Os protestos e manifestações contra o racismo eclodiram após a morte de George Floyd, um ex-segurança negro que foi brutalmente assassinado em praça pública em Minneapolis (EUA) pelo policial Derek Chauvin. O rapaz morreu por “asfixia mecânica” após ter seu pescoço prensado contra o asfalto por cerca de sete minutos.

Ao menos 70 cidades do país ficaram em chamas por protestantes que pedem o fim da violência policial e o racismo estrutural. A partir de então, a hashtag #BlackLiveMatters (em português “vidas negras importam”), tomou conta da internet. Artistas, celebridades, autoridades, e internautas ao redor do mundo deram atenção ao debate.

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