PIRACICABA (SP) 2 min de leitura
10 de julho de 2020

Tarifa do transporte público fica congelada em Piracicaba até dezembro

A tarifa do transporte público de Piracicaba não sofrerá reajuste e ficará congelada até dezembro. O Projeto de Lei número 64/2020, enviado pelo prefeito Barjas Negri, que autoriza o Executivo a conceder subsídio para custeio do Sistema Público de Transporte Coletivo, o que garante o congelamento, foi aprovado nesta quinta-feira (09), na Câmara de Vereadores do município. O reajuste estava previsto já para a primeira quinzena de julho.

Uma foto do ônibus de Piracicaba
Foto: Rafael Fioravanti / Jornal PIRANOT

Assim, os preços continuam os mesmos durante os seis meses de duração do contrato emergencial entre Prefeitura e a Trans Acreana Ltda — que utiliza o nome fantasia de TUPi (Transporte Urbano Piracicaba).

De acordo com o PL aprovado, o teto do repasse será de R$ 7.181.369,40 para o exercício de 2020, considerando que o contrato emergencial foi baseado nas premissas da concessão anterior, no qual poderá haver até 199 ônibus em circulação. Nesta fase de pandemia de coronavírus (Covid-19), a empresa opera com 50% da frota e transporta 35% dos passageiros, se comprada com a época normal.

“Em junho, o subsídio ficou em torno de R$ 150 mil, portanto se as condições da pandemia continuarem próximas da situação atual, poderemos desembolsar somente 20 a 30% do valor aprovado, que foi considerado por termos de segurança jurídica”, explicou Jorge Akira, secretário da Semuttran.

Akira ressaltou a importância do subsídio, já que o transporte público vem sofrendo perda de passageiros ano após ano. Em 2011, foram transportadas 34,7 milhões de pessoas; número que caiu para 27 milhões em 2019 — queda de 22,2% ou menos 7,7 milhões de passageiros. De janeiro a abril de 2020, comparado com o mesmo período de 2019, afetado pela pandemia do coronavírus, o setor teve diminuição de 3,17 milhões de passageiros, uma queda de 33%.

“Com a diminuição de passageiros há a diminuição da arrecadação, porém os gastos com manutenção da frota, com combustíveis e funcionários são os mesmos. Sem o subsídio, esses gastos teriam de ser repassados à população por meio do reajuste da tarifa”, explicou Akira.

Ainda segundo informações do secretário Jorge Akira, a Prefeitura já trabalha na elaboração de um novo edital para concessão do transporte público, após esta fase de pandemia.

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