Piracicabana Raízen, do Grupo Cosan, contrata JPMorgan para vender operações e deixar a Argentina

Piracicabana Raízen, do Grupo Cosan, contrata JPMorgan para vender operações e deixar a Argentina

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A Raízen, multinacional do setor de energia e biocombustíveis, iniciou um processo para vender suas operações na Argentina. Para conduzir a transação, a empresa do Grupo Cosan, do bilionário Rubens Ometto, contratou o JPMorgan, maior banco do mundo. A informação foi divulgada pelo portal InfoMoney, nesta sexta-feira (07).

O movimento acompanha uma tendência de multinacionais deixando o país vizinho diante da crise econômica e da instabilidade política. Caso a venda seja concretizada, a Raízen se juntará a gigantes como Exxon Mobil, HSBC e Mercedes-Benz, que também encerraram suas atividades na Argentina nos últimos anos.

Venda inclui refinaria e rede de postos

Segundo fontes do mercado, a Raízen pretende se desfazer de toda sua estrutura de refino e distribuição no país. A operação envolve:
Refinaria de petróleo localizada na Argentina
Rede de postos de combustíveis com bandeira Shell
Ativos logísticos e de distribuição

A Raízen opera na Argentina desde 2018, quando adquiriu os ativos da Shell no país por US$ 916 milhões. No entanto, as dificuldades econômicas da Argentina e o ambiente regulatório desafiador impactaram os resultados financeiros da companhia no país.

Redução de prejuízos e foco no Brasil

A decisão de vender as operações na Argentina faz parte da estratégia do Grupo Cosan para reduzir dívidas e prejuízos acumulados nos últimos anos. A holding investiu pesadamente em diversificação, expandindo para setores como logística, distribuição de gás e mineração, mas sofreu com oscilações do mercado.

Com a venda, a Raízen poderá:
📉 Reduzir o endividamento da holding Cosan
📊 Focar nas operações mais rentáveis, como biocombustíveis no Brasil
💰 Reforçar o caixa para novos investimentos estratégicos

Multinacionais estão deixando a Argentina

A saída da Raízen da Argentina reforça um movimento crescente de multinacionais abandonando o país. A crise econômica, a alta inflação e a instabilidade política tornam o mercado argentino um ambiente desafiador para grandes empresas.

Nos últimos anos, diversas companhias globais encerraram suas operações na Argentina, entre elas:
🚫 Exxon Mobil – Saiu do país em 2022
🚫 HSBC – Vendeu suas operações argentinas ao Grupo Galicia
🚫 Mercedes-Benz – Deixou o país em 2023