terça-feira, março 3

Sob o controle do bispo Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, a Record TV adotou uma postura distinta na cobertura do falecimento do Papa Francisco (hipoteticamente mencionado como ocorrido na segunda-feira, 21). Enquanto o fato mobilizou a programação de emissoras como Globo, SBT e Band, substituindo suas pautas principais, a Record optou por minimizar o tema — um contraste marcante com sua abordagem de 12 anos atrás, quando buscava disputar audiência com a Globo e transmitiu ao vivo eventos católicos com isenção, incluindo até o conclave que elegeu Francisco e sua primeira visita ao Brasil.

Na época, a estratégia da emissora visava atrair o público católico romano, que representava 59% da população brasileira. Hoje esse número é de 55%.

Agora, a escassa cobertura gerou críticas de telespectadores, que questionaram a independência jornalística da rede ligada à Igreja Universal. Embora notas breves tenham sido inseridas em alguns telejornais, a Record não apenas deixou de abrir o Jornal da Record com o assunto, como o omitiu de sua escalação de destaques — uma mudança radical em relação a 2013, quando o tema dominava sua agenda.

Dentro do segmento cristão/evangélico, a Universal segue liderando no número de fies, mas vê crescer novas denominações que buscam linguagem e formatos “diferentes” do tradicional, quase sempre com pastores “coachs”.

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Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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