quinta-feira, março 19
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Desde a última sexta-feira (25), consumidores dos Estados Unidos já sentem na prática o impacto da crescente tensão comercial entre Washington e Pequim. Ao acessar aplicativos de compras como Shein e Temu — duas gigantes chinesas do e-commerce — os norte-americanos passaram a visualizar taxas de importação da China de até 245% sobre diversos produtos.

A mudança, que acontece em meio às novas medidas comerciais entre os dois países, foi implementada diretamente nas plataformas: os próprios aplicativos já exibem o acréscimo na hora da compra. Além disso, o Temu e a Shein também informam os usuários que, ao chegar na alfândega dos EUA, outras taxas podem ser aplicadas — podendo elevar o custo dos produtos em até 500% ou mais, dependendo da decisão do governo americano.

A escalada das tarifas

O endurecimento das taxas ocorre enquanto a administração Trump, de volta ao poder, afirma que não há negociação em andamento com a China. A retaliação prática por parte de Pequim — ao onerar os consumidores diretamente — marca um novo estágio na guerra comercial.

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O anúncio das tarifas mais altas é visto como uma resposta clara e estratégica da China: mostrar ao consumidor norte-americano o custo real da disputa. Assim, antes mesmo de ações definitivas na alfândega americana, o impacto já é percebido nos preços exibidos nos aplicativos.

Segundo analistas de comércio exterior, essa ação é simbólica e estratégica: “O governo chinês quer que o americano médio, que vota e consome, sinta no bolso as consequências da política externa agressiva dos EUA”, afirma um especialista ouvido pelo PIRANOT.

As consequências no consumo

A alta imediata nos preços de produtos populares — como roupas, utensílios domésticos e eletrônicos — deve influenciar o comportamento de consumo nos próximos meses. Itens baratos, que antes faziam sucesso pelo custo-benefício, agora podem se tornar proibitivos para grande parte da população.

As gigantes Shein e Temu são plataformas de venda direta da China para o consumidor, sem intermediários, o que as tornava extremamente competitivas em preço. Agora, com as novas tarifas aplicadas, a vantagem de custo praticamente desaparece.

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Especialistas alertam que este é apenas o começo: se os EUA oficializarem uma tarifa adicional na alfândega — o que o governo Trump estuda para proteger a indústria americana —, os aumentos podem ultrapassar 500% em muitos produtos, tornando inviáveis as importações para consumidores comuns.

Um novo capítulo da guerra comercial

Com a divulgação de vídeos de navios carregados de soja brasileira chegando à China e o afastamento das negociações diretas com Washington, Pequim demonstra que não pretende recuar tão cedo. A aposta do governo chinês é clara: transformar a guerra comercial em uma pressão política interna, afetando diretamente o humor dos eleitores norte-americanos às vésperas das eleições presidenciais de 2026.

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Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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