sexta-feira, março 20
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O fenômeno Rouge, surgido em 2002 no reality musical Popstars, exibido pelo SBT, permanece como o único grande sucesso da televisão brasileira revelado por um programa do gênero. Com hits que marcaram época e uma legião de fãs fiéis até hoje, o grupo feminino alcançou o topo das paradas sem contar com o apoio do Grupo Globo, que optou por ignorar o movimento cultural que se formava em torno das cantoras.

Na época, a Globo detinha o controle absoluto sobre a indústria do entretenimento musical televisivo e pouco espaço restava para concorrentes. A estratégia foi silenciar a ascensão do Rouge, evitando dar projeção em seus programas de auditório e jornais. Ainda assim, o grupo vendeu milhões de cópias de CDs e lotou shows, mostrando que o público poderia consumir fenômenos sem o “aval” da emissora.

O paralelo com a CazéTV

A trajetória do Rouge traz uma lição atual para o crescimento da CazéTV, comandada por Casimiro Miguel. Assim como aconteceu com o grupo pop, a Globo hoje adota medidas de contenção contra o streamer, inclusive acionando o jurídico para vetar seus reacts de competições como o Brasileirão e a Copa do Brasil.

Apesar do bloqueio, Casimiro acumula milhões de inscritos e se consolidou como o principal comunicador esportivo da internet. O Rouge provou que era possível furar o bloqueio da maior emissora do país; a CazéTV mostra, mais de 20 anos depois, que o público ainda pode escolher seus próprios ídolos. Mas, quem participar ou ser da CazéTV, pode não ser bem vindo na Globo.

Uma estratégia que pode fracassar

O silêncio da Globo em relação ao Rouge custou caro: duas décadas depois, o grupo é lembrado como um marco da música pop nacional, enquanto a emissora perdeu a chance de capitalizar sobre o fenômeno. A história pode se repetir com Casimiro, que já garantiu a transmissão de 104 jogos da Copa do Mundo de 2026 no YouTube, atraindo marcas e patrocinadores que antes migrariam automaticamente para a TV tradicional.

Rouge estreou na Globo no último ano do “Domingão do Faustão”, após participarem do “Fábrica de Estrelas”, do Multishow, onde, juntas, compuzeram duas músicas ineditas e iniciaram uma turnê pelo país.

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Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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