quinta-feira, março 5

Três anos depois de o Santander Brasil instalar em Piracicaba o seu polo de tecnologia no histórico prédio Mário Dedini, na Vila Areão, ao lado do Shopping Piracicaba, que já abrigou até, a extinta TV Beira Rio, a cidade pode ser palco de uma disputa bilionária no setor financeiro. Agora, a movimentação vem do rival direto, o Itaú Unibanco, por meio do Grupo Itaúsa, sua holding de controle.

O interesse da Itaúsa em comprar parte da Cosan, gigante piracicabana comandada pelo empresário Rubens Ometto, é visto no mercado como uma reação estratégica para reforçar a posição do Itaú frente ao Santander.

Cosan em transformação

A Cosan atravessa um momento decisivo. Após emitir R$ 10 bilhões em novas ações, a empresa conseguiu reduzir sua dívida em mais de 50%, alongando prazos e diminuindo juros. O movimento contou com recursos do próprio Rubens Ometto, do banco BTG Pactual e do fundo Kuwait Investment Authority (KIA).

Apesar da operação, as ações da companhia (CSAN3) acumulam queda de quase 60% em 12 meses, negociadas a cerca de R$ 6,34 nesta terça-feira (23). Essa desvalorização torna a Cosan um alvo atrativo para investidores estratégicos.

Itaúsa x Santander: uma disputa silenciosa

A entrada da Itaúsa na Cosan reforçaria não só a estrutura financeira da companhia piracicabana, mas também o posicionamento do Itaú Unibanco em setores estratégicos como energia, logística e infraestrutura.

Esse movimento acontece justamente após o Santander apostar em Piracicaba, ao transferir parte do seu setor de tecnologia para o prédio Mário Dedini. De lá, a instituição espanhola tem expandido seus serviços digitais e meios de pagamento.

Assim, Piracicaba se consolida como território simbólico dessa rivalidade: de um lado, o Santander aposta na tecnologia e inovação; de outro, a Itaúsa mira a Cosan para fortalecer ativos estratégicos que sustentam o Itaú Unibanco.

O que está em jogo

  • Para a Cosan: um sócio como a Itaúsa traria capital, solidez e projeção.

  • Para a Itaúsa/Itaú Unibanco: o movimento representa uma resposta ao avanço do Santander.

  • Para o Santander: é o desafio de enfrentar um rival reforçado em setores que vão além do sistema bancário tradicional.

  • Para Piracicaba: a cidade volta ao mapa dos grandes negócios, sendo palco da disputa entre os maiores bancos privados do país.

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Diretor, editor chefe e jornalista do PIRANOT. Começou a trabalhar em 2007, aos 14 anos, quando lançou seu primeiro blog na internet. Em 2011, criou o PIRANOT e fez parte, por três anos, de um programa da extinta TV Beira Rio. Estudou jornalismo na UNIMEP e assessoria de imprensa no SENAC. Fez estágio na Câmara de Vereadores e teve passagens por duas rádios de Piracicaba.

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