O uso de metanol em bebidas alcoólicas adulteradas, investigado em São Paulo após a morte de ao menos seis pessoas e a intoxicação de outras dezenas, chamou a atenção de especialistas pelo nível extremo de toxicidade da substância.
O metanol é um álcool de alta concentração, sabor adocicado e efeito altamente corrosivo, tanto que pode danificar motores de automóveis quando usado de forma indevida como combustível. No organismo humano, os efeitos são ainda mais devastadores: o consumo provoca cegueira irreversível, falência renal, convulsões, coma e morte.
O que as investigações apontam
A Polícia Civil de São Paulo ininiciou as investigações a patir das vítimas em coma na rede do SUS e, em seguida, dos demais casos. Operações em bares frequentados pelas vítimas foram iniciados.
Já a Polícia Federal, iniciou a investigação cruzando dados de investigações federais , incluindo do PCC, que comprou um terminal portuário e importou para o Brasil metanol.
O foco da inicial da investigação da Polícia Federal foi alvo de crítica do governador paulista Tarcísio (Republicanos).
Casos
Na região de Piracicaba, uma pessoa de Limeira está internada na UTI após ingerir bebida comprada na capital. Em Americana, uma chácara foi alvo de operação, onde a polícia apreendeu cerca de 18 mil garrafas e insumos, que estão passando por perícia.
Risco real
Médicos alertam que a ingestão de pequenas doses de metanol já é suficiente para provocar sintomas graves em poucas horas. Diferente do etanol, usado em bebidas tradicionais, o metanol não é metabolizado de forma segura pelo organismo e se transforma em substâncias altamente tóxicas, como o formaldeído e o ácido fórmico.
Reação no Congresso
A gravidade do caso levou a Câmara dos Deputados a pautar em regime de urgência um projeto de lei que transforma a adulteração de bebidas em crime hediondo, com pena prevista de até 25 anos de prisão em regime fechado.






