Uma reviravolta histórica no mercado global de mídia movimentou Hollywood nesta segunda-feira (8). A Paramount apresentou uma oferta surpreendente de US$ 108 bilhões para comprar a Warner Bros. Discovery — valor muito superior aos US$ 72 bilhões anunciados pela Netflix, que já comemorava publicamente o acordo preliminar. O presidente dos Estados Unidos tem falado publicamente ser contra a venda para a Netflix e que pode barrar o acordo
A ofensiva reposiciona toda a disputa e pode colocar a Paramount de volta ao topo da indústria, ao mesmo tempo em que desestabiliza a estratégia global da Netflix, que enfrenta há meses escrutínio regulatório e pressão de investidores pela compra da gigante.
Guerra de lances e pressão antitruste
Segundo a Reuters, Paramount, Netflix e Comcast passaram semanas trocando propostas. O lance considerado vencedor pela Netflix — avaliado em US$ 82,7 bilhões quando somadas dívidas e multas rescisórias — já enfrentaria um forte processo de análise antitruste, principalmente nos EUA e na União Europeia.
Com a entrada da Paramount oferecendo US$ 30 por ação da Warner (contra US$ 28 da Netflix), o que parecia uma negociação encaminhada agora pode se transformar no maior impasse corporativo da década.
Paramount acusa favorecimento à Netflix
A escalada ficou ainda mais tensa após a Paramount enviar uma carta formal à Warner Bros. Discovery acusando a empresa de abandonar um processo de licitação justo e “predeterminar” a Netflix como vencedora.
Já a Warner mantém silêncio público sobre os bastidores da negociação, mas fontes internas afirmam que a empresa teme atrasos regulatórios que possam comprometer seu fluxo de caixa — um dos fatores que teria favorecido a proposta mais direta da Netflix.
Por que isso importa para Hollywood?
Mesmo fragilizada financeiramente e com desempenho irregular nas bilheterias, a Paramount ainda controla algumas das maiores franquias da história, como:
- Missão Impossível
- Top Gun
- Star Trek
Se vencer a disputa, ela se tornará o maior conglomerado de entretenimento do planeta, superando Disney, Universal e a própria Netflix.
A decisão final agora recai sobre:
- reguladores internacionais,
- acionistas da Warner,
- e o nível de pressão política e econômica que cada proposta receberá.
O desfecho pode redefinir o futuro do streaming, do cinema e da TV global nos próximos 20 anos.
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