Durante seu segundo mandato, o governo do ex-presidente Donald Trump promoveu uma ampla reformulação na política imigratória dos Estados Unidos, com medidas consideradas mais rígidas e controversas. As mudanças afetaram desde a concessão de vistos até a permanência de estrangeiros no país e foram justificadas pela Casa Branca como necessárias para reforçar a segurança nacional e priorizar a mão de obra americana.
Entre as principais alterações está o aumento expressivo dos custos para obtenção de vistos. A partir de setembro de 2025, solicitantes do visto H-1B, voltado a profissionais altamente qualificados, passaram a pagar uma taxa adicional de US$ 100 mil. Especialistas alertaram que o valor elevado poderia afastar talentos internacionais e prejudicar setores estratégicos da economia americana.
Também em 2025, o governo anunciou a exigência de caução para alguns vistos de turismo e negócios, com valores de até US$ 15 mil, aplicada a cidadãos de 38 países. A medida teve como objetivo coibir a permanência irregular de visitantes, mas foi criticada por criar obstáculos financeiros significativos.
Em contraste com o endurecimento geral, Trump lançou o programa “Gold Card”, que permite a obtenção de residência permanente mediante investimento. O valor exigido é de US$ 1 milhão para indivíduos e US$ 2 milhões para empresas, além de uma taxa inicial. A iniciativa buscou atrair capital estrangeiro, evidenciando uma política seletiva de imigração.
O período também foi marcado pela ampliação da vigilância. Candidatos a vistos de estudante passaram a ter seus perfis em redes sociais analisados, enquanto o governo propôs estender a exigência a turistas de países antes isentos de visto. Além disso, menores de 14 anos e maiores de 79 anos voltaram a ser obrigados a realizar entrevistas presenciais.
Dados divulgados pelo Departamento de Estado indicaram que mais de 100 mil vistos foram revogados desde janeiro de 2025, número recorde. O governo também proibiu a entrada de cidadãos de 19 países, principalmente da África, com as restrições entrando em vigor em 2026.
O conjunto de medidas consolidou uma política migratória mais restritiva, baseada em controle, seletividade e fiscalização intensificada, redefinindo o cenário para estrangeiros que desejam visitar, estudar, trabalhar ou viver nos Estados Unidos.






