O júri popular do caso Henry Borel foi marcado para 23 de março e terá como réus Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior. Eles respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo pela morte do menino Henry Borel.
O pai da vítima, o vereador Leniel Borel, afirmou esperar a condenação dos acusados e defendeu penas que possam chegar a mais de 70 anos de prisão.
Em entrevista à CNN Brasil, Leniel disse que nenhuma decisão judicial será capaz de reparar a perda do filho, morto em 8 de março de 2021.
“Em um caso como o assassinato de uma criança, dificilmente a gente pode falar que vai ter justiça. Eu, como pai do Henry, sei que justiça de verdade nunca vai existir”, afirmou.
Segundo o parlamentar, o processo reúne milhares de páginas de investigação e diversas provas. Entre elas estão mensagens apagadas recuperadas de celulares com o uso de tecnologia israelense, consideradas fundamentais para o avanço das apurações.
O laudo do Instituto Médico Legal apontou que Henry sofreu 23 ferimentos e morreu em consequência de hemorragia interna causada por laceração no fígado.
Após o crime, Dr. Jairinho teve o mandato de vereador cassado, foi expulso do partido e perdeu o registro profissional como médico. Já a prisão preventiva de Monique Medeiros foi mantida por unanimidade pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em março de 2025.
Na noite da morte, o menino foi levado desacordado a um hospital. Inicialmente, foi apresentada a versão de um acidente doméstico, que acabou sendo contestada pelas provas reunidas durante a investigação.
📍 Mapa da ocorrencia
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